Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA NOS ESTADOS

Governo do PT no Piauí aprova reforma da previdência com urgência, deixando militares de fora

O governador Wellington Dias esteve à frente do ataque votado pela Assembleia Legislativa do Piauí contra as aposentadorias dos servidores estaduais. Mas a polícia que reprimiu a manifestação dos servidores foi deixada de fora.

quinta-feira 12 de dezembro de 2019| Edição do dia

FOTO: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

Se o governo Bolsonaro e Rodrigo Maia fizeram um acordo para massacrar os direitos de aposentadoria dos trabalhadores em todo o país, nos estados do nordeste quem está conduzindo esse ataque contra os trabalhadores são os governos do PT.

No Piauí, a vontade de acabar logo com as aposentadorias dos servidores era tamanha que o governo pediu regime de urgência para votação da matéria, que foi aprovada em primeiro e segundo turnos no mesmo dia, com 24 votos a favor e 4 contrários.

Em 2017, o governo de Dias já havia aprovado uma reforma da previdência que aumentava a alíquota previdenciária de servidores para 14%. Agora, aumentaram a idade mínima para aposentadoria: para professores, ficou em 57 anos para mulheres e 60 para homens. Para as demais carreiras, 62 para mulheres e 65 para homens, tal como a reforma do governo federal.

Deputados petistas, como Franzé Silva, tomaram a palavra da tribuna para defender a votação do ataque. Ele disse: "Essa PEC é uma PEC simular a que foi votada à nível federal. Dizer que não conhecia o texto é não ter participado de todo o processo da discussão federal. O que nós tínhamos aqui era ouvir as categorias, tivemos uma audiência hoje pela manhã". Ele também explicou a taxação dos inativos, um ataque que atinge os aposentados e estipula absurdas cobranças sobre suas magras aposentadorias: "Colocamos uma faixa de isenção até um salário mínimo, acima desse valor até R$ 1.200 ficou uma alíquota de 11%, depois uma alíquota de 12%, 13% e 14%".

O ataque votado pelos parlamentares enfrentou protesto de servidores, que foram impedidos de acessar a Assembleia e brutalmente reprimidos pela polícia – a mesma que eles decidiram deixar de fora dos cortes.

Assim, vemos como apesar de toda sua demagogia, está na agenda dos governos petistas implementar os ataques contra os direitos dos trabalhadores, dando as mãos a Rodrigo Maia e Bolsonaro para destruir nossas aposentadorias.




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