PANDEMIA

Governo de SP deslegitima segunda onda, mas cancela fechamento de leitos de COVID-19

Após críticas por congelamento da classificação do plano de quarentena, governo decide voltar a realizar análise a cada 14 dias e não mais mensalmente.

sexta-feira 20 de novembro| Edição do dia

Após pronunciamento de Doria, onde foi anunciado 18% de internações em uma semana, o governo de São Paulo anuncia nesta quinta-feira (19) que estará assinando um decreto, onde determina que hospitais não desfaça os leitos criados em prol do atendimento exclusivo a pacientes contaminados com o novo coronavírus. Para além disso, serão suspensos novos agendamentos de cirurgias opcionais de outras doenças, aquelas que não são consideradas emergenciais. Atendimentos foram retomados meses anteriores, quando indicadores mostraram uma “queda” nos casos de contaminação por coronavírus.

“Essa elevação da curva [de internações] promove a necessidade de medidas estratégicas. Dessa maneira, o governo assina hoje um decreto que determina a todos os hospitais públicos, filantrópicos e privados a não desmoralização de qualquer leito, seja de UTI ou de enfermaria, voltados para o atendimento do coronavírus. Assim como a não realização de novos agendamentos de cirurgia eletivas, para que dessa forma possamos garantir leitos para todos os pacientes com Covid”. Disse o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn.”

Nesta quinta, mais cedo, em coletiva realizada, a prefeitura de São Paulo com discurso omisso, nega que a cidade de fato enfrente uma nova onda de Covid-19, mas contraditoriamente, afirma que abriu 200 novos leitos para tratar casos leves da doença. O governo de SP nega a chegada da segunda onda mesmo que a média diária das novas internações tenha dado um salto de 859 para 1.009 em relação à semana anterior. São Paulo planeja regulamentar os estágios da quarentena nas diversas regiões do estado, onde será estabelecidas medidas mais duras ou leves de acordo com os indicadores de saúde de cada local, não sendo utilizado nesta semana. Segundo o governo, tal mudança será feita por conta da falha nos dados do Ministério da Saúde que impactou os dados de mortes por Covid-19 em SP na ultima semana. Segundo pesquisador da Medicina-USP, o Brasil já está na 2º onda, diversos profissionais e pesquisadores da área de saúde têm delcarado como o aumento de casos de COVID-19 são alarmantes e exponenciais em todo o país, enquanto isso, o governo se coloca a frente mentindo para a população, deslegitimando a necessidade de serem tomadas de fato medidas que venham combater a pandemia de forma assertiva. Enquanto o governo mente, cada vez menos pessoas são testadas, problema estrutural desde o inicio da pandemia, assim como o crescimento das subnotificações, vista também desde o inicio, sem contar a reabertura massiva de instituições que seguiram e seguem sem nenhum tipo de planejamento que leve segurança a população. Hospitais da rede pública em diversos estados e cidades do país já alertam sobre o aumento de casos e pessoas internadas em UTIs. Frente ao discurso de Dória, onde brinca de decidir quais medidas tomar, sejam leves ou mais rígidas, fica claro que com prefeitos, onde inclui Bruno Covas, urge a necessidade de medidas de combate a pandemia gerida de fato pela classe trabalhadora em conjunto com a população, combatendo toda a irracionalidade deste governo asqueroso de Bolsonaro e companhia, fornecendo testes para todos, assim como recursos para se manterem protegidos e não jogados as ruas para manter o giro capitalista.




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