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Meio Ambiente | Governo Bolsonaro propõe retirar expansão de áreas verdes das metas ambientais

Com a exclusão da meta de expansão das áreas verdes, o governo Bolsonaro elimina a qualquer perspectiva de aumento das áreas de proteção ambiental e de recuperação de áreas degradadas.

quinta-feira 21 de outubro | Edição do dia

Foto: Lalo de Almeida/Folhapress

As mudanças constam na minuta de projeto de lei, que visa revogar a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) de 2009 que instituiu a política de governo com relação às mudanças climáticas. As mudanças ocorrem em virtude da COP 26, conferência mundial sobre o clima que acontecerá em Glasgow na Escócia, dentro de 10 dias, na qual Bolsonaro pretende apresentar o projeto.

No novo documento, estariam excluídas qualquer meta de aumento das áreas verdes e recuperação das áreas já degradadas por queimadas, abatimento de árvores por madeireiros, mineração ou pecuária ou qualquer outro tipo de destruição dos biomas naturais por ação do homem.

Na versão anterior de 2009, constava como objetivo de governo “consolidar as áreas legalmente protegidas e incentivar a recuperação de florestas nativas e a recomposição da cobertura vegetal em áreas degradadas”.

A degradação nas áreas de vegetação nativa está diretamente associada ao desmatamento operado pelo agronegócio. Agropecuária, agricultura, mineração são setores que têm seus interesses comprometidos pelas políticas de preservação do meio ambiente. A exclusão das metas de aumento e recuperação de áreas verdes nativas degrada mais ainda a política de preservação do meio ambiente, beneficiando esses setores empresariais.

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A mudança vai de acordo com os interesses de Bolsonaro, que busca beneficiar seus parceiros do agronegócio diminuindo as barreiras legais de proteção do meio ambiente. Ao contrário de qualquer meta de preservação e aumento das áreas de vegetação nativa, Bolsonaro defende afrouxar as leis ambientais para agradar sua base patronal do campo.

No mesmo sentido, o governo paralisou totalmente as demarcações de terras indígenas e busca avançar fortemente sobre estas liberando-as ao agronegócio com o projeto de lei do novo Marco temporal, contra o qual os povos indígenas resistem fortemente.

As novas mudanças na Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) fortalecem o agronegócio, um setor onde vem aumentando o trabalho escravo e precário, e promete mais desmatamento e queimadas, tempestades de areia e invasões de terras indígenas.

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