CALAMIDADE FINANCEIRA

Governadores sentem a cobrança e pressionam para diminuir as exigências ao plano de socorro

Os governadores dos três principais estados falidos (RJ, RS e MG) tentam pressionar os deputados para que as contrapartidas exigidas pela união sejam diminuídas, e o não pagamento da dívida dos respectivos estados com a união continue sendo concedida.

quinta-feira 6 de abril de 2017| Edição do dia

O governo Temer exige na verdade uma série de medidas de austeridade dos estados falidos em contrapartida de aliviar a dívida dos estados durante três anos, tempo que esses teriam para se recuperar. Porém, os governadores na verdade afirmam que são medidas muito pesadas e inaplicáveis no nível que se pede, com privatização de diversas estatais, aumento do recolhimento, em estados que passam por um desmonte e um desemprego amplíssimo.

Em outro momento de diminuição de contrapartida, Temer já negou o pacote de socorro, então seguiremos acompanhando para ver o que a pressão dos estados, inclusive da sua população que vem dando grandes mostras de mobilização que não vão aceitar calados essas medidas que o Temer e os governadores querem passar, como foi o exemplo da CEDAE, em que sua privatização foi um grande ataque, mas também a luta contra foi exemplo de grande resistência.

E com isso, a votação para esse projeto que visa a recuperação financeira dos estados em crise, foi adiada por Rodrigo Maia (PMDB-RJ) para semana que vem por falta de quórum, haviam poucos deputados para que essa importante votação fosse a frente. Inclusive pensar esse projeto de recuperação financeira significa pensar até o final que projeto é esse, porque mesmo com os governadores querendo diminuir um pouco da austeridade, o que mostra um recuo frente às mobilizações que ocorrem nos estados, ainda assim, querem e aprovam grandes planos de contenção e privatização como foi a CEDAE, mas não diminuem os seus próprios salários, porque se pegarmos Minas Gerais de exemplo, apenas o gasto com o próprio governo consome muito da renda do estado, com os deputados recebendo salários em torno de 18.000, fora os demais benefícios.

Nesse marco, é preciso pensar que ao invés de ajustarmos os impostos, de privatizar mais empresas estatais, deveríamos taxar as grande fortunas e não pagar a dívida com a união, independente da aprovação do Temer ou não para essa proposta da câmara.

É nesse desfecho que devemos pensar a crise dos estados, que estão sendo desmontados pelos governadores que jogam a crise nas nossas costas, pensar em como daremos uma resposta para isso. Por isso, o exemplo do combate para a não privatização da CEDAE, o exemplo dos educadores de Minas que resistem aos ajustes é onde devemos nos espelhar para conseguir dar a nossa saída para a crise. Apesar da trégua de um mês que as centrais sindicais deram para o governo golpista, o dia 28A pode mostrar muito mais força do que o 15M, quando os trabalhadores paralisaram e mostraram seu descontentamento com os ataques do governo. É preciso construir comitês de base em todos locais de trabalho e estudo, que organize um plano de luta e transforme a palavra de ordem de greve geral em uma greve efetiva e real, que barre os ataques do governo golpista e os ataques dos governos estaduais, que para sair da calamidade financeira, privatizam, demitem e retiram direitos dos trabalhadores.




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