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INTERVENÇÃO RJ

Generais e Temer estendem a intervenção repressiva para baixada fluminense e outras regiões

Isabela Santos

Estudante de Serviço Social da UERJ e coordenadora do Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ - CASS

quinta-feira 1º de março| Edição do dia

Avançam os planejamentos da Intervenção Federal no Rio de Janeiro estabelecida por meio de um decreto federal assinado pelo golpista Temer, em acordo com Fernando Pezão, no dia 16 de fevereiro. A intervenção que teve a crise de segurança como desculpa escolhida por Temer para fazer do Rio um “laboratório para todo o Brasil” agora possui um plano de expansão para áreas do Estado além da capital.

O interventores escolheram 4 destinos, que abrangem áreas turísticas, o litoral Sul, o litoral Norte e a Baixada Fluminense, para a expansão das ações com o mesmo caráter repressivo e autoritário das que estão sendo realizadas na Cidade do Rio de Janeiro. Na pratica, o general Braga Netto que desde o decreto é o chefe da segurança do estado e acumula os comandos das Policias, Forças militares que atuam no Rio, bombeiros e agentes carcerários, implementará os abusos e as medidas autoritárias em locais que, tal como as favelas cariocas, já sofrem com os assassinatos e a repressão das policias cariocas.

Esses locais foram escolhidos por serem locais conhecidos como rotas do roubo de cargas e pela elevação dos índices de violência após a implementação das UPP’s Rio, como é o caso da Baixada Fluminense, Niterói, São Gonçalo. Em Angra, e também em Paraty que são dois locais conhecidos como destinos de turistas que visitam o Estado, o aumento da criminalidade vem impactando (como destacado em matéria da Folha de São Paulo) o principal porto das lanchas de luxo da Cidade.

Tal qual a população carioca os moradores dessas localidades virão os índices de violência e criminalidade aumentarem junto com o aprofundamento da crise política, econômica e social que o estado vem enfrentando nos últimos anos. Porém, como mostram os resultados da Intervenção até o momento, essas ações em nada têm avançando na segurança dos trabalhadores e do povo pobre. Isso porque esta Intervenção vem para transformar o Rio em um laboratório para o país, buscando aumentar a legitimidade de um governo que até o mês passado não conseguiu, nem por meio da compra de votos, garantir maioria para aprovar o ataque mais esperado pela burguesia: a reforma da previdência.

O saldo dessa intervenção, que nunca teve como objetivo um enfrentamento real ao problema da segurança, até agora é o aumento da repressão contra o povo trabalhador, o aumento dos tiroteios e 47 mortes violentas. Só nesse mês ao menos 154 pessoas foram mortas pela polícia no estado do Rio de Janeiro, o maior número em 15 anos.

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Para um combate sério ao problema da segurança que assola o estado hoje é preciso atingir a base estrutural dessa crise social. É preciso por fim na guerra as drogas que mata e encarcera a juventude negra, que se tome medidas para o problema do desemprego que atinge grande parte da população do Rio hoje, que haja dinheiro para a saúde e educação e pra isso se de um basta nas isenções milionárias e no pagamento da dívida pública do estado. Partindo, é claro, da defesa pelo fim imediato da Intervenção Federal e pela retirada das tropas do Estado.

fonte da foto: blog do poliglota




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