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DEMISSÕES GM SÃO CAETANO DO SUL - SP

GM de São Caetano anuncia demissões; estimativa é de que serão mais de mil

Na assembleia a direção do sindicato se disse “pega de surpresa”. O que é difícil de acreditar, pois estes mesmos burocratas sindicais vem se reunindo e negociando “layoffs” (a medida mais adotada pela patronal da indústria para demitir e evitar greves e mobilizações dos trabalhadores) com a direção mundial da GM pelas costas dos trabalhadores.

sábado 9 de maio de 2015| Edição do dia

(Foto: Edson Lopes Jr./ A2D) Na foto estão juntos José Alckmin, a direção da GM em São Caetano e o presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos de SCS, Aparecido Inácio da Silva, o "Cidão" (a direita, de bigode)

Segundo denúncia feita ao Esquerda Diário por trabalhadores da General Motors do Brasil (GM), a empresa anunciou as demissões nesta sexta-feira (8). Cerca de 850 trabalhadores que estavam em “layoff”, com retorno marcado para o dia 10 de junho, foram desligados. A justificativa da empresa, que na verdade vem com um plano de demissões há um bom tempo para manter seus lucros, foi a crise do setor automobilístico (veja a foto abaixo).

Cerca de 467 trabalhadores ainda seguem em licença remunerada. Muitos ainda tem o destino incerto, pois não foi divulgado pela empresa, nem pelo sindicato dos metalúrgicos de São Caetano, o número exato de demitidos (estimado em mais de mil).

Na mesma sexta-feira foi chamada uma assembleia para esclarecimentos pela direção do sindicato, presidido pelo pelego Aparecido Inácio da Silva, da Força Sindical, aliado de “Paulinho da Força”, político defensor da PL da terceirização junto a Aécio Neves e Eduardo Cunha.

Na assembleia a direção do sindicato se disse “pega de surpresa”. O que é difícil de acreditar, pois estes mesmos burocratas sindicais vem se reunindo e negociando “layoffs” (a medida mais adotada pela patronal da indústria para demitir e evitar greves e mobilizações dos trabalhadores) com a direção mundial da GM pelas costas dos trabalhadores

Entre operários do ABC e de São José dos Campos, desde o começo do ano houve exemplos de que é possível barrar as demissões. Porém, estes exemplos, diferente do que disse a direção do sindicato nesta assembleia de sexta, não ocorreram porque os trabalhadores esperaram da empresa que voltasse atrás das demissões e que assumisse um “compromisso com o sindicato e colaboradores [trabalhadores]”. O que barrou as demissões foram as greves.

Na próxima segunda-feira (11), após reunião com a direção da GM de São Caetano está marcada uma nova assembleia.

Esta situação se insere na situação nacional de ataques aos direitos dos trabalhadores. O portal Esquerda Diário acha que direções como a da Força Sindical nos venderão gato por lebre. Para enfrentar estas demissões, é necessário uma coordenação e frente única das entidades sindicais e organizações políticas que se dizem dispostas a defender os empregos e condições de trabalho. Esta frente úncia deveria envolver não só carros de som e dirigentes, mas sim a força da base dos trabalhadores. Para ser assim, é necessário que setores antigovernistas, como os que estão agrupados na minoritária mas importante central sindical antigovernista, a CSP-Conlutas, cumpram um papel ativo para coordenar diferentes setores e ativamente construir esta perspectiva organizando desde a base e democraticamente a luta dos trabalhadores.




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