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Greve em Barueri

Funcionários do Hospital de Barueri entram em greve pelo pagamento de direitos atrasados

Os funcionários do Hospital Municipal de Barueri decidiram entrar em greve desde o dia 13 de abril após várias irregularidades praticadas pelo Hygia Saúde e Desenvolvimento Social, OS (Organização Social) que gerencia o hospital desde 2014. A Prefeitura rescindiu o contrato com a OS no início deste ano e os funcionários exigem pagamento de FGTS e Fundo de Garantia atrasados há pelo menos um ano.

terça-feira 18 de abril| Edição do dia

Nesta segunda-feira (17), os funcionários realizaram uma manifestação que passou pela Rodovia Castelo Branco e depois foi até a Prefeitura de Barueri onde não foram atendidos. Mais tarde, houve reunião do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), no Vila Yara em Osasco, a qual a Hygia não compareceu e onde nem a Prefeitura de Rubens Furlan (PSDB) e nem a nova OS que passará a gerenciar o hospital quiseram se responsabilizar pela dívida que existe com os funcionários.

Desde o início do ano passado, o Hospital Municipal de Barueri passa por intervenção da Prefeitura, pois foi identificado que o atendimento à população estava em risco, fruto de irregularidades praticadas pela OS, que vem gerenciando o hospital desde 2014, onde não estaria cumprindo com obrigações previstas em contrato. Entre as irregularidades se encontram dívidas com fornecedores e equipamentos desativados a salários atrasados e falta de recolhimento de tributos trabalhistas (INSS, FGTS e Imposto de Renda) por parte do Hygia. Além disso, os pagamentos dos fornecedores estavam atrasados e o instituto vinha recorrendo a negociações para evitar o corte no fornecimento de água, luz e gás.

O valor do rombo administrativo que a Organização Social deu aos cofres do hospital é estimado em 45 milhões. Esse é um exemplo da política de precarização da saúde pública e da privatização levada a cabo pelo PSDB que busca transformar um direito da população em mercadoria e descarregando a crise nas costas dos trabalhadores da saúde e do povo pobre, que são aqueles que dependem da saúde pública.

A greve continua e haverá uma nova negociação foi marcada para dia 20 às 14h.




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