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Funcionários com salários atrasados boicotam obras na Vila Olímpica

quinta-feira 28 de julho de 2016| Edição do dia

Foto: Beth Santos/PCRJ

Na última semana o mundo inteiro ouviu falar sobre as falhas nas obras dos apartamentos que alojarão os atletas olímpicos, que levou delegações como a da Austrália e da Argentina a reservar quartos em hotéis para não utilizar os apartamentos recém-entregues.

Agora, se confirma a suspeita já levantada pelo chefe da missão Argentina Diego Gusman de que ouve sabotagem das obras por parte de funcionários insatisfeitos. As falhas constatadas foram causadas após o término das obras, como os blocos de concreto encontrados nos ralos e privadas para causar os vazamentos e falta de água, e falta de objetos como, lâmpadas, fechaduras, espelhos e tampas de privada, além da sujeira encontrada após a limpeza dos apartamentos.

Essa foi uma forma que os funcionários encontraram para boicotar as obras e até mesmo as Olimpíadas, devido ao atraso no pagamento dos salários. Já mostramos aqui como a finalização das obras se deu às custas da precarização dos trabalhadores, que trabalhavam sem carteira assinada, sem direitos garantidos e com carga horária acima do permitido, o que gerou uma multa ao Comitê Rio 2016.

Os funcionários que sabotaram a Vila como forma de protesto eram contratados pela Odebrecht, grande empreiteira que está no centro de escândalos de corrupção, como mostramos aqui, sendo citada na Lava-Jato em esquemas de propinas, e tendo seu presidente Marcelo Odebrecht sido acusado por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O Comitê Rio 2016 declarou que suspeita ter tido sabotagem, mas que não há provas suficientes para apontar culpados.




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