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Funcamp julgará recurso contra demissão de Sidney: construir o ato 13/12 às 15h!

Sidney, trabalhador terceirizado cipeiro, foi demitido pela Unicamp por falar na assembleia universitária contra o plano de demissões de mais 330 trabalhadores dos bandejões. Nesta sexta-feira, 13, a Funcamp julgará o recurso contra a demissão e ocorrerá um ato em frente ao local às 15h.

quarta-feira 11 de dezembro de 2019| Edição do dia

Em Outubro aconteceu na Unicamp uma assembleia extraordinária chamada pela reitoria para aprovar uma moção a favor da autonomia universitária, uma assembleia midiática que tinha como objetivo pintar a Unicamp e o reitor Marcelo Knóbel como democráticos.

Ao mesmo tempo, a Unicamp, junto com a Funcamp, anunciava a demissão de 330 trabalhadoras terceirizadas do Restaurante Universitário, alegando que teria sido encontrado um erro na licitação de tais contratações. Frente a isso, os alunos passaram sua fala na assembleia a um trabalhador terceirizado, Sidney Silva (que faz parte da CIPA), que expôs o papel contraditório da reitoria em se reinvindicar como democrática e, ao mesmo tempo, colocar 330 família na rua no próximo período e, após isso, estudantes foram em ato para o bandejão contra esse absurdo.

3 dias depois Sidney recebeu uma carta de demissão, alegando justa causa por "insubordinação". Um ato claro de perseguição e censura por parte da reitoria que, de forma covarde, demitiu um trabalhador por expôr as medidas brutais e desumanas de Knobel e da Funcamp. O reitor se recusou a pautar a demissão na última reunião do Conselho Universitário (Consu).

Frente a um governo de extrema-direita, que quer descarregar a crise nas costas da classe trabalhadora, com frequentes ataques de Dória e Bolsonaro, como é a reforma trabalhista e a reforma da previdência (que agora o governo de São Paulo quer aplicar a nível estadual), a reitoria de mostra compactuando com os projetos de precarização e perseguição de trabalhadores.

Junto a essa absurda demissão como uma medida evidentemente autoritária, o plano de demissões das 330 famílias segue em curso. A intenção da demissão apareceu explicitamente nas palavras do Dr Miranda, superintendente da Funcamp, fundação responsável pelo trabalho terceirizado na Unicamp, durante a CPI das Universidades, na Assembleia Legislativa (ALESP). Nesta ocasião ele anunciou que o contrato da nutrição, responsável pela alimentação dentro do campus, entre Funcamp e Unicamp será extinto, levando assim a demissão de 330 funcionários até o final de 2019.

Em pleno fim de ano, nas vésperas do natal, 330 trabalhadoras vão ser colocadas nas ruas pois essa é a decisão da Universidade frente aos reacionários da Alesp, e Sidney até então segue demitido. Já não bastam as denúncias que sobram de precarização do trabalho terceirizado dentro da universidade, como os já baixíssimos salários que estão defasados e não recebem reajuste nem se quer da inflação, agora também vão colocar essas famílias nas ruas.

É inadmissível que um trabalhador seja punido por participar em Assembleia Unificada da Universidade que estava lutando contra a demissão de outras 330 famílias. Por isso nós do Esquerda Diário, junto a juventude da Faísca, nos solidarizamos profundamente com estes trabalhadores e nos colocamos ombro a ombro contra qualquer demissão e contra qualquer punição por se organizarem e lutarem por seus empregos!




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