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Forte greve nos Correios antecipa clima do 28A

Com adesão de 33 sindicatos, mobilização atinge todo o país e enfrenta Guilherme Campos, Kassab e Temer, e conflui com 28A.

quinta-feira 27 de abril de 2017| Edição do dia

Teve início a partir das 22h de ontem, 26, uma greve nacional nos Correios. Segundo nota da Fentect, a principal federação de sindicatos dos Correios, os sindicatos que aderiram à greve são: ACR, AL, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, JFA (MG), URA (MG), MT, MS, PA, PI, PR, RJ, RN, RO, SC, TO, PB, PE, RS, SMA (RS). Em São Paulo: RPO, BRU, VP, STS, CAS, SJO, SPI.

Em Campinas foi possível nesse primeiro dia notar uma ampla adesão não apenas de carteiros, que são a maioria dos trabalhadores, mas inclusive bastante expressiva participação de operadores de triagem e transbordo (ott) e atendentes, com várias agências importantes fechadas na região ou funcionando parcialmente.

Nesse primeiro dia, realizamos um pequeno ato no centro da cidade, com um carro de som onde foi possível informar a população as razões da greve e convidar as pessoas a participarem também no dia 28. Já nesse momento pessoas que passavam pelo centro se juntaram ao ato, em demonstração de apoio, e declararam que mesmo não sendo trabalhadores dos Correios queriam lutar juntos e estariam no ato de sexta. Também setores de trabalhadores de escritórios do centro aplaudiram e saudaram a manifestação pelas janelas de edifícios comerciais, num exemplo nítido do espírito de luta que é generalizado entre os trabalhadores.

As pautas principais da nossa greve são a defesa do emprego, frente a ameaça de 25 mil demissões, a defesa do convênio médico, contra o fechamento de agências próprias e abertura de franqueadas, contra a entrega alternada que prejudica a população nas periferias, contra a suspensão das férias, pela abertura da contabilidade da empresa para uma investigação independente e contra a privatização dos Correios. Em defesa de uma empresa pública, de qualidade e a serviço da população.

Entendemos os ataques que enfrentamos na empresa como parte da mesma lógica dos ataques que o governo golpista de Temer está tentando impor a toda a classe trabalhadora, com a Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência e terceirização irrestrita, todas medidas que visam retirar direitos dos trabalhadores e nos fazer pagar pela crise, por isso a greve dos Correios também se enfrenta com esses ataques e é parte da paralisação geral do dia 28.

Para ir até o final nessa luta é necessário coordenar nacionalmente os setores em luta, como os trabalhadores dos Correios mas também todas as categorias que darão essa grande demonstração de forças amanhã, e preparar uma forte greve geral que siga até derrubar o governo golpista e suas reformas e ataques, e impor uma nova assembleia constituinte, onde possamos refazer as regras do jogo no Brasil, para que os capitalistas, e não os trabalhadores, paguem pela crise!




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