Mundo Operário

ESTAGNAÇÃO DA ECONOMIA GLOBAL

Ford vai cortar 7 mil empregos em todo o mundo, maior reestruturação desde a crise de 2008

Montadora não comentou se anúncio trará ainda mais demissões para o país, após o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo.

terça-feira 21 de maio| Edição do dia

Como evidência da permanência da crise capitalista mundial e da estagnação da economia global, a Ford, segunda maior montadora de veículos dos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira (20/05) um corte de 10% na sua força assalariada de trabalho global, com a meta de congelar a abertura de novas vagas e, até agosto deste ano, já ter demitido 7 mil trabalhadores.

O motivo dos cortes seria a economia de US$600 milhões por ano, sendo buscado exatamente agora com a declaração da aliança entre a Ford e a Volkswagen.

Este ano, no Brasil, a montadora já havia encerrado suas atividades na fábrica localizada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, demitindo 4 mil trabalhadores e trabalhadoras. Em nome da manutenção dos lucros de seus acionistas parasitários pelo mundo todo, a fábrica abandonou 4 mil trabalhadores e suas famílias, além dos empregos indiretos gerados na cidade pela presença da fábrica. Com esse novo anúncio não estão descartadas outras demissões no país pela montadora.

Veja mais:Unificar as lutas contra o fechamento da Ford e a Reforma da Previdência!

Os capitalistas buscam descarregar a crise sobre os trabalhadores fazendo demissões em massa. Contra o discurso do governo de que a reforma trabalhista geraria milhares de empregos, pesquisa após pesquisa se demonstra a prevalência do desemprego. A demagogia da vez de Bolsonaro e Paulo Guedes e prometer que com a aprovação da reforma da previdência se produzirão crescimento e emprego. Enquanto que a verdade é que a reforma da previdência é mais uma medida para rebaixar a força de trabalho brasileira, criando um exército de mão-de-obra barata e precária para os capitalistas.

A CUT, que controla o sindicato da Ford, entregou a luta na fábrica sem resistência, mantendo os trabalhadores como espectadores das negociações com a patronal, em troca de indenizações e da promessa de que outra multinacional asumirá a fábrica. A CUT e a CTB precisam, assim como as demais centrais sindicais, construir um plano de lutas que unifique os trabalhadores contra a reforma da previdência, as demissões e os ataques em curso. Contra a ameaça absurda da Ford de deixar milhares de famílias na rua é fundamental o mais amplo apoio e solidariedade de outros trabalhadores e de toda a população. Barrar as demissões na Ford é parte de construir um obstáculo para a reforma da previdência. É preciso unificar os trabalhadores em luta para vencer!




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