Internacional

CONTRA O GASOLINAZO

“Fora Peña” foi o grito que percorreu o México inteiro, agora virá o "Fora Trump"

Mais de 5 mil pessoas marcharam na Cidade do México após a realização de assembleias populares em outros pontos da capital: Cidade Universitária, Coyoacán, Tlatelolco e o Monumento à Revolução.

terça-feira 17 de janeiro| Edição do dia

A primeira manifestação deste domingo foi organizada pelo Partido da Revolução Democrática (PRD). Mas como temos colocado no La Izquierda Diario, tanto o PRD como o PAN (Partido da Ação Nacional), ex-integrantes do Pacto por México, são cúmplices e responsáveis das reformas estruturais contra o povo trabalhador e que estão a serviço dos empresários, entre elas a reforma energética. Uma das consequências diretas desta reforma é o gasolinazo, medida contra a qual dezenas de milhares de pessoas tem se manifestado no país inteiro.

Mais tarde, às 14h, a mobilização principal da Cidade do México saiu do ’Angel de la Independência’ e finalizou no fim da tarde, com um chamado à organização social e a definir futuras ações contra o gasolinazo aplicado pelo governo de Enrique Peña Nieto.

Participaram colonos, jovens, professores e professoras e outros setores de trabalhadores. A manifestação foi encerrada em frente ao Palácio Nacional. Ali se retomaram as resoluções das quatro assembleias realizadas na capital.

São quinze dias de manifestações onde se escuta cada vez mais alto o grito ’Fora Peña, fora Peña’, desde que o governo impôs o aumento no preço das gasolinas no último dia 1o de janeiro.

Foi durante o comício, quando foram publicadas as resoluções das assembleias que foram realizadas na Praça das Três Culturas de Tlatelolco, o Monumento à Revolução, as Ilhas da Cidade Universitária e o quiosque do Jardim Hidalgo de Coyoacán.

Sergio Moissen, ex-candidato à Assembleia Constituinte da Plataforma Anticapitalista impulsionada pelo Movimento dos Trabalhadores Socialistas (MTS) realizou a leitura das resoluções da Assembleia do Monumento à Revolução no comício contra o gasolinaço, na Cidade do México.

Entre as resoluções está a participação na manifestação que será realizada na próxima sexta-feira, 20 de janeiro, às 16h contra Donald Trump, o novo presidente estadunidense que assumirá neste dia. Outra das resoluções é de realizar uma assembleia nacional no sábado 21 de janeiro às 9 da manhã no Monumento à Revolução com a participação de estudantes, cidadãos, organizações sindicais e sociais para "discutir ações contundentes" para derrubar o gasolinazo, as reformas estruturais e obter a renuncia de Peña Nieto.

Também foram convocadas assembleias populares para a terça e quarta-feira da próxima semana no Hemiciclo a Juárez às 16h e no Monumento à Revolução às 17h, respectivamente, e foi convocada também uma nova mobilização massiva no dia 31 de janeiro.

#Não ao gasolinaço nos estados

Este domingo também aconteceram protestos contra o gasolinazo em diferentes lugares do país. No norte foi realizada uma manifestação de mais de 40 mil pessoas em Mexicali, enquanto no sábado 14 de janeiro mais de 18mil pessoas marcharam pelas ruas de Tijuana. Também foram realizados protestos em Saltillo, Coahuila, e em diversas cidades de Sonora, entre elas Hermosillo, sua capital.
Em Mexicali foi massivo o protesto contra o gasolinazo.

Ocorreram também manifestações em Durango, em Villahermosa - capital de Tabasco-, em Cuernavaca -capital de Morelos-, também em Morelia -capital de Michoacán-, em Zacatecas, em Oaxaca, em Puebla, em Tapachula -estado de Chiapas-. Por sua vez, no Estado de México foi liberado o pedágio em Naucalpan, na estrada La Venta-Chamapa.

Em todas as manifestações nestas cidades se expressa o repúdio ao governo de Peña Nieto, aos governos locais, aos deputados, senadores e também a indignação frente ao aumento do preço dos combustíveis e dos produtos da cesta básica. É assim que o "Fora Peña!" ecoa em todos os cantos do México.




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