Política

ÁUDIOS JOESLEY

Folha, que não se decidiu pela retirada de Temer, diz que áudio é editado

Perícia contratada pela própria Folha, diz terem 50 edições na gravação de Joesley que incrimina Temer.

sexta-feira 19 de maio| Edição do dia

Segundo o perito judicial pelo Tribunal de Justiça, Ricardo Caires dos Santos, contratado pela folha para fazer a perícia do áudio de conversa entre Temer e Joesley em que o presidente compra o silencio de Eduardo Cunha, há indícios de que o áudio editado.

Isso poderia implicar judicialmente que o áudio contem “vícios”, portanto perderia sua validade como prova.

No momento mais polêmico do diálogo, quando, segundo a PGR Temer dá anuência a uma mesada de Joesley a Cunha, a perícia não encontrou edições. O trecho, no entanto, apresenta dois momentos incompreensíveis, prejudicados por ruídos.
Em entrevista à Folha, outro perito, Ricardo Molina, que não realizou uma perícia formal do áudio, disse que uma perícia completa e precisa obrigaria a verificação também do equipamento com que foi feita a gravação, de modo que a gravação é de baixa qualidade técnica.

"Percebem-se mais de 40 interrupções, mas não dá para saber o que as provoca. Pode ser um defeito do gravador, pode ser edição, não dá para saber."

A Folha de São Paulo, junto com outros setores da mídia, ainda não se decidiram se iriam acatar ao discurso tendencialmente dominante na imprensa, a exemplo do jornal O Globo, do Fora Temer em toda linha. Porém esse cenário nos revela como setores da grande mídia conseguem atuar como quase “partidos” da política nacional, influenciando diretamente nos acontecimentos, com seus terremotos e jogos de informações.

Da mesma forma procura atuar, nesse momento de crise aguda, uma espécie de partido do poder Judiciário, cujas decisões monocráticas, com base em nenhum voto, infligem diretamente nas questões políticas do país com seus vazamentos, aberturas de inquérito, de investigação, seletivas, permitindo mesmo que Joesley ande livre leve e solto pelas ruas nova iorquinas com plena imunidade jurídica. Revelam que suas decisões são com base em escolhas políticas ligadas ao empresariado internacional monopolista, como vieram fazendo todo esse tempo atacando toda estrutura das global players nacionais, Petrobras, Odebrecht.

Os trabalhadores não podem aceitar que a mídia, o judiciário e os políticos e empresários corruptos fiquem ditando cotidianamente a política do país. Precisamos aproveitar esse momento para levantar uma nova greve geral a partir de reunirmos centenas em comitês de cada local de trabalho e estudo, até derrubar Temer pelas nossas mãos e derrubar junto as reformas. Da mesma forma, podemos impor que não sejam eleições indiretas ou diretas para presidente que vai resolver a crise no país, pois serviriam apenas para colocar um presidente que aplique as mesmas reformas com a força do voto. Podemos impor eleições de delegados para uma nova Constituinte, que os trabalhadores possam decidir sobre a política, acabando com o monopólio da imprensa, as arbitrariedades e privilégios dos juízes e políticos, de modo que recebam igual a uma professora e possam ser revogados a qualquer momento.




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