Política

PRIVATIZAÇÃO

Ferrovias, estradas e campos do pré-sal entram na lista de privatizações de Temer

Sem alarde, governo Temer prossegue com a entrega da riqueza nacional e planeja nova rodada de concessões, incluindo um novo leilão das jazidas do pré-sal.

terça-feira 3 de julho| Edição do dia

O governo federal anunciou nessa segunda-feira, 2, novas rodadas de privatizações em seu Programa de Parcerias de Investimento (PPI), onde serão leiloados 10 lotes de transmissão de energia, com 4.807 quilômetros de linhas, 4 trechos de rodovias federais, ferrovias que ainda nem foram construídas e 4 lotes de exploração de petróleo nas bacias de Campos e Santos, nos campos de Saturno, Titã, Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde, todos dentro do Polígono do Pré-sal e em área declarada estratégica para o país.

Em uma tentativa de mostrar que seu governo ainda tem o mínimo de capacidade de ação, Temer avança sobre o patrimônio do país e corre para entregar mais um pouco do Brasil para os grandes empresários e investidores, tanto nacionais quanto estrangeiros, que encontram em contratos com o governo seu filão mais lucrativo.

A lista de projetos inclui a concessão de trechos das rodovias BR-470, BR-282, BR-153 e SC-412, com a previsão de instalação de novos pedágios nessas estradas; concessão da ferrovia Fico, que liga o Mato Grosso à Ferrovia Norte-Sul; concessão da ferrovia Ferroanel Norte, que interligará as estações de Perus, na capital de São Paulo, e de Manoel Feio, em Itaquaquecetuba (SP); além das linhas de transmissão e dos campos do pré-sal.

No caso das ferrovias, ambas se tratam de contrapartidas que empresas terão que realizar como parte do pagamento à união pela extensão de concessões de outras ferrovias que já haviam sido privatizadas, nesse caso, para a Vale e para a MRS. Como já operam trechos ligados a esses que serão construídos, muito provavelmente serão os “ganhadores” dessa nova licitação, transformando esse suposto pagamento pelas concessões em uma forma disfarçada do governo financiar o investimento dessas empresas.

A estimativa de ganhos com essas privatizações supera os 20 bilhões de reais, dinheiro que não será destinado a investir em saúde, educação ou geração de empregos mas sim para pagar ainjustificável dívida pública, que hoje consome mais da metade do PIB, passando de 5,5 trilhões, e que não passa de uma “bolsa-burguês”, uma forma de o governo sustentar os grandes banqueiros, investidores e empresários com o dinheiro de toda a população que é arrecadado pelos impostos.




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