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PORTO ALEGRE

Fazer Porto Alegre tremer contra Sartori e Machezan nesta terça

Para a próxima terça-feira (10), as centrais Sindicais convocam um ato em apoio às greves. É necessário transformar essa convocação em um grande ato político unificado contra Sartori e Marchezan.

segunda-feira 9 de outubro| Edição do dia

As centrais sindicais divulgam o chamado de um ato em apoio às greves para a próxima terça-feira às 08h no Paço Municipal em Porto Alegre. Tendo em vista a força das greves dos trabalhadores em educação e dos municipários, este ato tem pode ser enorme.

É um chamado que deve se estender à toda a classe trabalhadora da cidade, sobretudo aos rodoviários da Carris, mobilizados contra a privatização. Também os estudantes universitários e secundaristas devem marcar presença, com fortes blocos de juventude que mostrem à Sartori e Marchezan que a nossa luta unificou.

É necessário que as centrais sindicais convoquem este ato em cada categoria onde dirigem o sindicato, e inclusive naquelas onde quem dirige são centrais mais patronais como a Força Sindical, que sequer assina o cartaz da manifestação. A luta contra Sartori e Marchezan é de toda a classe trabalhadora, e somente a unidade pode impôr a eles uma derrota histórica.

O chamado das centrais, porém, não aponta neste sentido. Somente convoca o "apoio", algo que deveria estar sendo construído amplamente desde que a primeira escola paralisou suas atividades, antes mesmo da direção do CPERS votar greve. As centrais sindicais, que dirigem sindicatos em inúmeras categorias, e que podem organizar milhares de trabalhadores no estado todo, convocarem somente o apoio é algo extremamente insuficiente. Ainda mais tendo em vista que, até o momento, essas centrais se mantinham em silêncio. As tarefas colocadas para a classe trabalhadora gaúcha são enormes e as centrais sindicais têm a tarefa de intervir decididamente neste processo.

São as mesmas centrais, porém, que traíram a greve geral que deveria ter ocorrido no país no dia 30 de junho deste ano, quando havia ainda muitas possibilidades de golpear o governo Temer, naquele momento bastante enfraquecido. Por isso é necessário pressionar as direções sindicais para que coloquem suas forças políticas e materiais serviço de organizar a luta, exigindo que preparem desde as bases essas batalhas, mas também se organizando em cada local de trabalho e estudo para impor a mobilização à essas direções traidoras.

É preciso transformar essa manifestação em um gigantesco ato político contra Marchezan e Sartori. Exigir centenas de ônibus de todos os cantos do estado e da cidade para fazer Porto Alegre tremer. Este ato deveria ser parte da preparação para uma greve geral estadual contra Sartori e Marchezan, que pare o estado e retome o caminho aberto pelo histórico 28 de abril, quando milhões de trabalhadores do país inteiro cruzaram os braços contra o governo golpista de Temer (PMDB).

Está colocada a possibilidade de derrotar parte do projeto golpista no Rio Grande do Sul. É possível impor, com a força da mobilização da classe trabalhadora, uma importante derrota ao PMDB no estado e ao PSDB em Porto Alegre. Uma luta que já é, mas que pode ser ainda mais um exemplo e uma inspiração para a classe trabalhadora de todo o país.

Para isso é preciso unidade. Convocações e preparações unificadas por parte das direções das categorias em greve e das centrais sindicais. Ter agendas em comum de mobilização, unindo as forças das categorias para pressionar os governos que também têm os mesmos planos de ataques para o estado e o município.

Nesse momento, seria urgente a construção de um grande ato político contra Sartori e Marchezan gerando, mais do que apoio, mobilização. Como uma demonstração de forças das categorias em greve, com grande participação de outras categorias, da juventude e dos movimentos sociais, tomar as ruas para combater os ataques de Sartori e Marchezan. Para repudiar a privatização da Carris e fortalecer a luta dos trabalhadores da Companhia. Para combater as privatizações que Sartori também quer impor. Mostrar aos patrões e à casta política que a classe trabalhadora e o povo não vão pagar pela crise.




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