Gênero e sexualidade

DIA DAS MULHERES

Falam as mulheres do Rio no ato internacional do 8M

Ontem aconteceu o ato do 8 de março Dia Internacional da Luta das Mulheres que reuniu milhares no Rio de Janeiro. O Esquerda Diário entrevistou algumas das mulheres presentes no dia internacional de paralisação das mulheres sobre a importancia do ato no marco dos ataques do governo golpista do Temer. Compartilhamos a continuação esses depoimentos:

quinta-feira 9 de março| Edição do dia

Entrevistas realizadas por Rayanne Costa

"Oi gente, eu sou Ana Carolina, e esse é um ato que vai ficar pra sempre na minha vida, porque a gente vê que existem mulheres unidas, mulheres capazes de lutar pelos nossos direitos, mulheres de garra, mulheres que são contra esse sistema capitalista que oprime todas as mulheres todos os dias, mulheres que são contra o machismo. Esse machismo que mata milhares de mulheres todos os dias, toda hora, mulheres que querem lutar, mulheres que querem se unir e somar forças."

Ana Carolina, Militante da Faísca, estudante de pedagogia e do centro acadêmico da UERJ.

"Esse ato aqui ele é importante porque é a maneira de nós mulheres brasileiras nos inserirmos nesse movimento internacional de luta contra a violência contra a mulher, que esse ano fez de uma maneira muito forte e as mulheres do mundo todo estão ai para dizer, basta de violência não queremos violência, e em particular aqui que nós estamos num momento no brasil muito conservador, um governo que está tirando direitos das mulheres, que está aviltando nossos corpos, nossas mentes terminando com o serviço de atendimento as mulheres vítimas de violência fazendo propostas indecorosas legislativas que retroagem os direitos das mulheres de uma forma absurda. Então cada vez mais a gente tem que gritar que a gente não aceita isso e que não vai aceitar, a gente não quer que essa violência continue e não quer regredir nossos direitos. O que a gente conquistou é nosso e ninguém pode nos tirar."

Arlanza Rebello, Defesora Pública, Coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher da Defesoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

"Eu acho que hoje mais do que nunca, principalmente depois do escancarado dado que teve no carnaval em que uma mulher era assediada a cada quatro minutos, o número de mulheres que se expressa hoje nas ruas, o número de mulheres que se expressa hoje ao redor do mundo dizendo que “se nossas vidas não importam a gente não vai trabalhar”, é uma coisa histórica, é uma coisa que a gente tem que reivindicar muito. Tem que servir de ponto de apoio para todas as lutas que a gente tem que enfrentar seja nos nossos locais de estudos, seja nos nossos locais de trabalho, de como é possível se organizar, de como é possível colocar nossas forças nas ruas pelos nossos direitos."

Isabela Santos estudante de Serviço Social e do centro acadêmico da UERJ.

"A importância de um ato desse cheio de mulheres pela causa das mulheres é poder visibilizar a causa das mulheres, poder mostrar quanto que a gente ainda vive uma sociedade que é muito hostil com as mulheres que não gosta da gente, e que finge que gosta. Acho que um ato deste é para esfregar na cara do patriarcado que a gente não vai se calar e aceitar isso de boa. Acho que isso tem que reverberar, tem que tocar outras mulheres também, a gente tem que vir para rua, não adianta mais."

Silvana Bahia

"O ato de hoje é um ato muito importante porque hoje em vários países estão sendo organizadas várias paralisações de mulheres. É um marco no movimento feminista isso, é uma lição do que a gente tem que fazer no Brasil para atingir as mulheres trabalhadoras que são as que de fato sofrem profundamente com a opressão, são as que recebem os salários menores que os homens, são as que ocupam os lugares de trabalho mais precarizados, são as que inclusive sofre com a violência doméstica cotidiana nas ruas e que vão sofrer provavelmente, profundamente com a crise também. Acho que o ato de hoje é o comecinho do que a gente tem que fazer para chegar nas mulheres trabalhadoras, mulheres terceirizadas e de fato fazer o que as centrais sindicais não estão fazendo que é mobilizar a classe trabalhadora em defesa dos direitos das mulheres."

Carolina Cacau, estudante de Serviço Social e do centro acadêmico da UERJ.




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