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Fachin arquiva citações que apontam Aécio Neves envolvido em corrupção

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, considerou que as delações que citam Aécio Neves (PSDB-MG) em esquemas de corrupção versam sobre fatos muito antigos e "prescreveram". Acatando pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, as menções de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, foram arquivadas.

quinta-feira 16 de março| Edição do dia

"Considerando que os fatos supostamente teriam ocorrido entre os anos de 1998 e 2000, encontra-se fulminada pela prescrição a pretensão punitiva estatal. Posto isso, determino o arquivamento destes autos" declarou Fachin.

O esquema onde Aécio é citado teria arrecado R$ 7 milhões para ajudar 50 deputados a se elegerem. Eles seriam base para a eleição de Aécio como presidente da Câmara de Deputados em 2001. Além de Sérgio Machado e Aécio Neves, o então senador do PSDB Teotônio Vilela Filho também teria participado do esquema.

Aécio teria recebido R$1 milhão e o valor teria sido entregue em espécie, segundo o delator. As arrecadações teriam ocorrido entre 1998 e 2000, o que supostamente levou ao arquivamento do processo.

Mas a decisão de Fachin ainda não garante a salvação de Aécio. Isso porque ele é citado em diversas outras delações premiadas. Resta saber o que decidem os poderosos do judiciário sobre as demais citações.




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