Economia

PREVISÕES RUINS PARA O BRASIL

FMI prevê queda de 1% na economia brasileira em 2015

sábado 11 de abril de 2015| Edição do dia

FOTO: EFE/montagem Esquerda Diário

Washington, 10 abr (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta sexta-feira que prevê uma queda de 1% da economia brasileira para 2015, uma redução considerável em relação à sua previsão de janeiro, que era de um crescimento de 0,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Em comunicado, o organismo financeiro internacional apontou que as causas em seu rebaixamento da previsão são "as políticas fiscais e monetárias mais ajustadas" do governo brasileiro, os cortes em investimento da Petrobras e o descenso na atividade que se arrasta desde 2014.

Além disso, o FMI explicou que sua nova previsão está submetida a vários riscos que poderiam diminuí-la ainda mais, como um hipotético racionamento de água e de energia em consequência da seca, os possíveis efeitos colaterais derivados do caso de corrupção na Petrobras e uma conjuntura internacional adversa.

No entanto, o organismo dirigido por Christine Lagarde indicou que a aplicação "decidida" de medidas de austeridade permitirá ao Brasil retornar ao caminho do crescimento positivo no ano que vem.

"A implementação bem-sucedida da estratégia de ajuste fiscal e outras ações políticas devem contribuir para reforçar a confiança e ajudar a revitalizar o investimento no final de 2015, o que assentaria as bases para um retorno ao crescimento em 2016", indicou o organismo.

Para a realidade dos trabalhadores brasileiros, o que Christine Lagarde chama de “implementação bem-sucedida da estratégia de ajuste fiscal e outras ações políticas” é justamente as medidas de ataque do governo Dilma junto ao ministro da Fazenda Joaquim Levy, que logo no começo do ano lançou as MPs que retiram diversos direitos trabalhistas. Essa previsão do FMI mostra que a recessão no Brasil vem chegando para ficar, e se combina à crise no cenário político nacional, com imediatas consequências aos trabalhadores, que já sentem no bolso a alta inflação, os tarifaços e o medo do desemprego.

O FMI apresentará na próxima terça-feira a atualização de suas previsões de crescimento global, dentro de seu relatório "Perspectivas Econômica Globais", após advertir em reiteradas ocasiões que a economia global parece estar entrando em uma fase de baixo crescimento generalizado.

Em janeiro, data de sua última atualização, o FMI reduziu suas previsões econômicas mundiais para 3,5% este ano e para 3,7% em 2016, em ambos casos três décimos a menos que em outubro.
EFE/Esquerda Diário




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