Sociedade

RJ: CRISE DA ÁGUA

Ex-presidente da Cedae frequentou festas de luxo, enquanto população do Rio bebia água suja

O verdadeiro motivo para a demissão de Hélio Cabral, ex-presidente da Cedae, parece ser tão sujo quanto a água que os cariocas vem sendo obrigado a utilizar. Em meio a essa crise de água, Cabral foi flagrado divertindo-se em uma banheira num hotel de luxo na Barra da Tijuca

terça-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

Helio Cabral foi demitido ontem pelo governador carioca Wilson Witzel. Porém, o motivo não parece ser a incompetência a frente da gestão da Cedae que desaguou na crise de água, em que a população do estado vem tendo de conviver com o abastecimento de uma água fétida.

O fator decisivo parece ter sido o vazamento no dia de ontem de fotos de Helio Cabral desfrutando de uma festa de luxo na Barra da Tijuca.

Obviamente que Cabral não seria punido por Witzel por usa gestão criminosa a frente da estatal, pois a precarização da companhia, com a recusa de investir o dinheiro que permaneceu no caixa da empresa ao invés de ir para o combate da proliferação da geosmina, é parte do plano consciente de sucateamento da estatal para sua privatização.

No dia de hoje o ex-presidente da CEDAE teve de prestar esclarecimentos na Alerj, por essa vergonhosa crise. Cabral agradeceu a Witzel por ter presidido a Cedae e, depois, informou que não responderia às perguntas dos deputados. "Isso deve ser feito pelo próximo presidente (da companhia)".

Vemos como enquanto a população sofre as consequência do aparelhamento político da Cedae e de seu sucateamento, os "gestores" nomeados por Witzel dormiam em paz e desfrutavam do dinheiro roubado da estatal.

Para barrar a sanha privatista dos capitalistas é necessário a mais ampla mobilização dos trabalhadores da CEDAE em aliança com a população fluminense. Junto a isso, é necessário lutar por uma CEADE 100% estatal, gerida pelos trabalhadores, com controle da população.

Leia mais: Água podre no Rio é fruto da precarização privatista da CEDAE




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