Política

CRISE NO GOVERNO

Ex-ministro do PPS, preocupado com as reformas, diz que partido não será oposição

sexta-feira 19 de maio| Edição do dia

Ministro da Cultura até a tarde de quinta-feira (18), Roberto Freire, presidente licenciado do PPS, é categórico ao dizer que seu partido não se tornou oposição ao governo golpista de Michel Temer, e ainda mostra que estão juntos para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores.

"Este episódio em nada modifica a política que o partido vinha tendo de apoio à transição, ao governo de transição, e, em especial, completa participação e apoio nas reformas propostas pelo governo de transição", disse Freire à Folha na tarde desta sexta-feira (19).

A posição confronta nota divulgada na quinta pelo presidente em exercício da legenda, Davi Zaia, que afirmou que "o PPS decidiu deixar o governo federal".

Freire afirmou que seu posicionamento de entregar o cargo foi político e teve como objetivo demonstrar que defendia a saída de Temer. “Nós achávamos que, em função da governabilidade, talvez fosse interessante que criássemos um governo a partir da eleição indireta do Congresso Nacional, nos termos da Constituição", disse.

Questionado se “então, o PPS não está deixando a base do governo?”, responde que “não, não, não. (...) O compromisso com a transição, com o processo pós-impeachment permanece inalterado e, mais especialmente ainda, o apoio às reformas propostas pelo governo de transição.”

Freire fez questão de deixar bem claro a todos aqueles que por algum momento suspeitaram que sua saída significasse uma ruptura política de que, segundo ele, não existe oposição alguma, que o partido segue firmemente aliado ao governo golpista, e que acima de qualquer coisa segue um pacto pela "transição", o que significa na prática uma tentativa reestabilizar o governo para dar prosseguimento a agenda de reformas aos direitos e condições de vida dos trabalhadores e da juventude.




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