Juventude

ATOS NA DIREÇÃO E CONGREGAÇÃO DA UNESP DE MARÍLIA

Pela imediata retirada das câmeras de vigilância e por permanência estudantil

dezenas de estudantes se reuniram no saguão da unidade da Unesp de Marília e marcharam em ato por todo o campus contra a repressão e por permanência estudantil, até a direção do campus.

quinta-feira 18 de junho de 2015| Edição do dia

Na última sexta-feira, dia 12/06, dezenas de estudantes se reuniram no saguão da unidade da Unesp de Marília e marcharam em ato por todo o campus com tambores, cartazes e palavras de ordem contra a repressão e por permanência estudantil, até a direção do campus.

A manifestação havia sido programada na assembleia geral de estudantes da Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília ocorrida no dia 09/06. Os estudantes reivindicam a realização de uma Congregação aberta (órgão máximo de deliberação do campus) para discutir as pautas estudantis, que vão desde esclarecimentos sobre o projeto e contratações do Restaurante Universitário (conquista da última greve, mas que não saiu do papel), contratação de assistente social para processo de bolsas auxílio socioeconômico (hoje há imensa sobrecarga para o trabalho de seleção dos bolsistas), e repúdio às bolsas cortadas do Laboratório de Informática, bem como terceirização de parte do setor. É revindicação também a imediata retirada das câmeras de vigilância implantadas no campus, e a viabilização do núcleo local de permanência estudantil, utilizando as salas que hoje são de uso do PROAPA (Projeto de Extensão em Assistência Psicológica ao Acadêmico). O PROAPA passaria ao prédio novo do CEES.

No dia 16/06 os estudantes organizaram nova manifestação em frente a Congregação, também deliberada em Assembleia Geral. Na manifestação apresentaram suas principais revindicações e reiteraram a demanda de realização de congregação aberta.

PELA RETIRADA IMEDIATA DAS CÂMERAS DE VIGILÂNCIA DO CAMPUS

Um dos principais pontos da manifestação foi a revindicação pela imediata retirada das câmeras de vigilância. As câmeras foram instaladas recentemente no campus sem qualquer discussão democrática fosse realizada com a comunidade, sem qualquer aviso prévio, sem divulgação acerca de seus objetivos, sem avisos afixados nas paredes para que as pessoas saibam que estão sendo filmadas, sem divulgação sobre o número de câmeras, sobre os gastos, e sobre quem tem acesso às imagens. Em um contexto de perseguição política a estudantes na Unesp, em uma gestão autoritária que sindica e pune estudantes por lutarem por revindicações justas, baseando-se em um regimento herdado da ditadura militar que proíbe a manifestação política, proíbe afixar cartazes fora do local destinado, e proíbe ferir a “moral e os bons costumes”, a implantação dessas câmeras é entendida pelos estudantes como um ataque claro à organização do movimento e à sociabilidade dos estudantes. Segundo foi informado pela direção durante o ato, o projeto de implantação das câmeras já tramitava desde 2012, e não é apenas local, trata-se de um projeto milionário da reitoria para toda a Unesp.

Dizem que falta recursos para bolsas, para projetos de extensão importantes para a comunidade, e para permanência estudantil, então de onde vem tanto dinheiro para tantas câmeras de última geração, que inclusive aparentemente captam som?
De um dia para o outro colocaram câmeras por todos os lados no campus, algumas posicionadas diretamente sobre os locais de trabalho dos funcionários da instituição. Tanto na USP quanto na UNESP vem sendo recorrente a prática de perseguição política de estudantes e trabalhadores que se colocam em luta. O número de punições arbitrárias e autoritárias só cresce.

Para o movimento estudantil, que sente na pela a escalada repressiva com suspensões e expulsões por lutar, e para os trabalhadores, que passarão a ter seu trabalho vigiado, é nítido que a criação de um “big brother” na Unesp não resolverá nenhum problema de segurança, mas sim fornecerá material de repressão ao movimento e controle à sociabilidade dos estudantes e trabalhadores.




Tópicos relacionados

Marília   /    UNESP   /    Universidade   /    Movimento Estudantil   /    Marília   /    Juventude

Comentários

Comentar