Juventude

REACIONÁRIOS NO PEDRO II

Estudantes expulsam deputados reacionários que invadiram o Pedro II para fazer "vistoria"

O deputado federal Daniel Silveira e o deputado estadual Rodrigo Amorim, que quebraram a placa da Marielle, foram até o colégio Pedro II, em São Cristovão, a pretexto de fazerem uma vistoria no colégio.

sexta-feira 11 de outubro| Edição do dia

Imagem: Reprodução

A reitoria do colégio não foi comunicada sobre a visita dos parlamentares, e chamou a Polícia Federal após afirmar que eles não tinham autorização para entrar no local. O reitor acompanhou a visita e os parlamentares começaram a tirar foto do que consideravam ter uma conotação política.

Houve até um diálogo esdruxulo de um deles com o reitor, demonstrando o que vieram fazer ali. Colocar uma mordaça no que ele e seu partido discordam. "A cada 13 minutos um jovem negro morre". Durante a conversa, o reitor da instituição, professor Oscar Halac, responde: "O número de morte está imenso no Rio de Janeiro". Daniel Silveira, então, rebate: "De bandido". O diálogo prossegue, e Halac acrescenta: "Mas tem criança de oito anos que não pode ser bandido". O deputado federal, então, questiona se a perícia já foi realizada. O reitor da instituição pergunta: "Pra saber se ela é bandido?". Silveira, por sua vez, responde: "Não, para saber se ela foi morta por policiais".

Em um vídeo, é possível ver estudantes gritando aos parlamentares, já fora do colégio, estudantes auto-organizados pressionaram para que os dois fossem embora cantando: “Por Marielle, quero justiça, não aceitamos deputado da milícia”. Daniel Silveira filma os estudantes e, ao se afastar, manda um beijo em claro sinal de deboche. Os dois deputados quebraram uma placa no ano passado, em claro desrespeito a Marielle Franco, brutalmente assassinada. O gremio estudantil do Pedro II divulgou nota nas redes sociais:

A reação dos estudantes do Pedro II é um grande exemplo para todo o movimento estudantil. É preciso se apoiar na força do movimento estudantil para reagir contra os ataques profundos que Bolsonaro e sua corja querem impor para a educação. Hoje mesmo uma forte paralisação de escolas ocorreu em Belo Horizonte contra o Escola Sem Partido, que pode ser aprovado na capital mineira. É preciso que a UNE assuma esse papel de massificar esses focos de resistência, que tem na UFSC o mais radicalizado, e coordenar essa luta nacionalmente.

Fonte de informações: O Globo




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