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GREVE UNICAMP

Estudantes de Pedagogia da Unicamp aprovam paralisação de 5 dias em apoio a greve de trabalhadores

Com o mote “Todo apoio à greve das trabalhadoras e trabalhadores da Unicamp. Por uma universidade pública gratuita e de qualidade. #AbreAsContasJá #ChegadeAssédio”, mais de 110 estudantes de Pedagogia, da Faculdade de Educação da Unicamp, aprovaram paralisação até a próxima terça-feira (29).

Faísca Unicamp

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terça-feira 22 de maio| Edição do dia

Em assembleia realizada nessa terça-feira, 22, mais de 110 estudantes de Pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp pautaram os casos de assedio dentro do campus e a greve de funcionários iniciada também no dia de hoje.

Fomos recebidos nos informes por trabalhadores que falaram do seu primeiro dia de greve, que realizou um ato com mais de 500 trabalhadores (possivelmente 800) em frente à reitoria, assim como teve participação de setores que nunca haviam entrado em greve. Uma grande demonstração da força da mobilização e que tem o apoio dos estudantes como grande fator para derrotar a reitoria.

Debatemos que nesse momento apoiar os trabalhadores significa fortalecer a luta contra a reitoria que está punindo os estudantes e negando permanência. Nesse sentido, aprovamos uma paralisação até a terça-feira da próxima semana, em que acontecerá o CONSU para definir o reajuste exigido pelos trabalhadores, contra o arrocho da reitoria e do governo de Alckmin (PSDB) e Márcio França (PSB). Ficou indicado uma nova assembleia na terça para rediscutir os rumos da mobilização.

O mote aprovado foi:

“Todo apoio à greve das trabalhadoras e trabalhadores da Unicamp. Por uma universidade pública gratuita e de qualidade. #AbreAsContasJá #ChegadeAssédio”

Nós da Faísca e do grupo de mulheres Pão e Rosas defendemos a abertura do livro de contas da universidade, para que a comunidade acadêmica possa não só saber de fato aonde está a crise orçamentária, mas também decidir sobre a que projeto de universidade esse orçamento deverá estar a serviço. Nos solidarizamos com a greve de trabalhadores e que os estudantes se somem a essa luta, que pode ser o momento chave para impor uma derrota ao projeto de ajustes e repressivo da reitoria e do governo do estado.

A assembleia também debateu sobre os casos de assédio que vem aparecendo na Unicamp nos últimos tempos e a conivência da reitoria para que as mulheres sofram esse tipo de situação na universidade. Decidiram por compor o ato na quinta-feira contra o assédio como parte de auto-organizar as estudantes e os estudantes da Unicamp que responda essa realidade.




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