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Estudantes de Letras-USP apoiam greve dos professores do RS

Em reunião feita por estudantes da Letras-USP é declarado o apoio à greve dos professores do Rio Grande do Sul e o repúdio contra o corte de ponto que eles estão sofrendo e os ataques do governo ao querer aprovar a reforma da previdência.

segunda-feira 9 de dezembro de 2019| Edição do dia

Nesta quinta-feira, 05, estudantes da Letras da Universidade de São Paulo (USP) se reuniram para discutir a calourada (recepção dos alunos ingressantes) de 2020 e tiraram foto manifestando apoio à greve dos professores no Rio Grande do Sul. A reunião chamada pela chapa Pulso Latino, eleita para direção do Centro Acadêmico do curso no próximo ano, discutiu também temas políticos importantes como o ato ocorrido no dia anterior em repúdio ao assassinato de 9 jovens no baile funk em Paraisópolis pela polícia assassina e racista de Doria e os ataques para aprovação da reforma da previdência nos estados e municípios.

Desde a aprovação da reforma da previdência no Senado, em outubro, governadores de diversos estados estão apressando os processos para que se aprove a reforma da previdência que afetará a vida dos servidores públicos. Frente a isso, a categoria de professor tem se organizado em algumas regiões do país com greves e paralisações, ao que os governos têm respondido com represália e corte de ponto.

No dia 15 de novembro o então governador PSDBista do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou um brutal pacote de ajustes contra os professores que inclui a incorporação do funcionalismo público gaúcho à reforma da previdência, ataca o direito à organização sindical, propondo acabar com o afastamento para atividades sindicais, cortando o ponto dos trabalhadores que aderirem à assembleias, reuniões e greves. E tudo isto no contexto de um estado que está com 47 meses de salários atrasados e cinco anos de congelamento salarial.

O pacote do governador gaúcho vem para ratificar um ataque que está sendo levado a cabo pelo bolsonarismo em esfera nacional, tendo à nível regional o apoio do governador também PSDbista Doria em SP e do governador Ratinho Jr. (sim, filho do apresentador do SBT) no PR. Na segunda-feira, 18 de novembro, a CPERS (segundo maior sindicato do país) votou a favor do comando de greve por tempo indeterminado, e até agora mais de 1000 escolas aderiram total ou parcialmente à esta greve.

Como estudantes de Letras e futuros professores é importante apoiarmos iniciativas de resistência como esta greve e rechaçarmos todo e qualquer ataque tanto à nível do direito de organização (direito democrático elementar), quanto à nível de direito à aposentadoria digna, sem ter que trabalhar anos a fio com salário de fome.

TODO APOIO À GREVE DOS PROFESSORES DO RS! ABAIXO O CORTE DE PONTO!




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