Juventude

LUTA CONTRA OS CORTES E O GOLPE

Estudantes de Ciências Sociais e História da UNICAMP votam 4 dias de paralisação

Nessa terça-feira, 3 de maio, nós, estudantes de Ciências Sociais e História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, deliberamos paralisar as atividades na quarta, quinta, sexta e na segunda, contra o corte de mais de 40 milhões de reais proposto pela reitoria da UNICAMP, contra o golpe institucional em curso no país pelas mãos da direita reacionária, em defesa de todos os funcionários da universidade, efetivos e terceirizados, por cotas raciais e permanência estudantil de qualidade para toda a demanda.

Cássia Silva

estudante de Ciências Sociais na Unicamp e militante da Faísca

quarta-feira 4 de maio de 2016| Edição do dia

O “plano de contingenciamento” de mais de 40 milhões afeta diretamente o ensino, a pesquisa, os serviços oferecidos, a manutenção e a infraestrutura da universidade. No IFCH o contingenciamento significará cortes de 4 vagas docentes, 2 vagas de pesquisa, não conclusão da construção do prédios dos centros e núcleos, não manutenção dos telhados e calhas do laboratório de informática, dos centros, biblioteca e das salas de professores, não manutenção da rede elétrica já precária, não reposição dos tonners para impressão, além da demissão de trabalhadores terceirizados da limpeza. Nós estudantes não aceitaremos calados e construiremos uma forte mobilização, paralisaremos todas as aulas e nos somaremos aos estudantes do Instituto de Artes da UNICAMP.

A revolta contra os ataques dos governos é generalizada em nosso estado e em vários lugares do país. Nós estudantes já estamos debatendo a necessidade de construir uma greve forte para derrotar os ataques em nossa universidade e nos somarmos à nova onda de ocupação das escolas no estado de São Paulo, aos estudantes das ETECs que estão dando exemplo de luta e combatendo uma das polícias mais assassinas do mundo. Vamos nos somar também aos estudantes das UNESPs que estão paralisando, aos estudantes da USP que estão se mobilizando contra o desmonte e privatização da universidade, além de reafirmarmos o nosso apoio e luta conjunta aos trabalhadores das estaduais paulistas. Estaremos junto aos trabalhadores do SINTUSP nessa quinta-feira, com uma delegação em sua paralisação e apoiando o combate à perseguição política da reitoria e governo Alckmin.

Mais uma vez reafirmamos a nossa posição política contundente contra o golpe institucional que a direita financiada pela FIESP quer impor. Nós que compusemos um forte bloco, junto a outros estudantes da UNICAMP, no ato de 1º de maio contra o golpe nesse domingo, vimos que é urgente que nós estudantes nos somemos aos demais setores críticos ao projeto político do PT para construirmos uma forte luta capaz de derrotar esse golpe e todos os ataques que planejam os governos, afinal o discurso quase fúnebre e a paralisia dos setores petistas e direções da UNE e CUT, bem como os acordões que busca o PT, mostraram que não querem construir uma resistência séria e nem combater o golpe. Está nas nossas mãos usar dos nossos métodos e forças para esse combate.

Essa paralisação de 4 dias é o nosso recado e o próximo passo é a greve! Motivos para parar não faltam e o próximo passo é construirmos uma greve forte! Vamos com tudo!!




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