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Estudantes da UFC protestam contra intervenção de Bolsonaro na Reitoria da universidade

Na manhã desta sexta-feira (23), estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, fecharam e impediram os cinco acessos ao prédio da Reitoria. Eles protestavam contra a nomeação do novo reitor da universidade, José Cândido Albuquerque, que foi nomeado por Bolsonaro após intervir nas eleições da reitoria e escolher de forma arbitrária o candidato menos votado.

sexta-feira 23 de agosto| Edição do dia

Na manhã desta sexta-feira (23), estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, fecharam e impediram os cinco acessos ao prédio da Reitoria. Eles protestavam contra a nomeação do novo reitor da universidade, José Cândido Albuquerque, que tomou posse do cargo nesta quinta-feira (22) na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília. os professores foram convidados a darem aulas aos estudantes no local onde aconteceu o ato.

A Universidade Federal do Ceará foi uma das mais de 40 universidades federais que rejeitou o projeto nefasto de Weintraub, o Future-se, que incentiva e libera um maior investimento de capital das grandes empresas, ou seja, nada mais é do que uma privatização gradual da educação superior pública.

Este é o segundo protesto de universitários desde a nomeação do novo reitor da UFC. Os protestos se deram pois José Albuquerque apesar de ser o candidato menos votado e preferido (apenas 610 votos enquanto o primeiro colocado com quase 8.000), ainda foi nomeado por Bolsonaro para o cargo.

A justa indignação dos estudantes se dá no fato de não terem participado de fato da escolha e não se veem representados e na arbitrária escolha de uma esmagadora minoria de governantes.

Acreditamos totalmente na auto organização de estudantes e trabalhadores contra a precarização e censura ideológica nas universidades, no entanto defendemos o fim da reitoria e seus reitores cuja única função que possuem é a de aplicar, dentro das universidades, a política dos empresários e governantes, justamente com a gestão operária proporcional composta por alunos, professores e funcionários. é necessário uma universidade aberta e que esteja a serviço dos trabalhadores e do povo pobre e o fim do vestibular para que todos que desejam possam estudar de forma gratuita e de qualidade.




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