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Estados Unidos define o controle do Senado enquanto Biden espera a aprovação do Capitólio

Nesta terça-feira foram realizadas as eleições na Geórgia, a população se dirigiu às urnas no último dia de votação para eleger qual partido controlará o Senado dos Estados Unidos.

quarta-feira 6 de janeiro| Edição do dia

Foto: Reprodução La Izquierda Diario

Se os democratas ganharem, obterão o controle completo do Congresso, já que o resultado seria um Senado dividido em partes iguais, mas com Kamala Harris, a vice-presidente eleita, emitindo o voto de desempate.

Se os Republicanos ganharem, ainda que seja um lugar, manterão sua maioria no Senado, com poder de veto e limites para os Democratas.

Geórgia foi considerada durante muito tempo um bastião conservador. Sem dúvida, Joe Biden ganhou neste estado nas eleições de novembro, sendo o primeiro Democrata a fazê-lo em quase 30 anos. Estas eleições também serão uma importante prova para a emergência dos Democratas nesta região.

Antes da terça-feira, mais de 3 milhões de pessoas já haviam votado, um recorde para um segundo turno, com números muito importantes em zonas onde a tendência do voto foi para o Partido Democrata.

Em novembro, Donald Trump perdeu a Geórgia por 11.779 votos, mesmo assim, em um ato realizado na Geórgia na noite de segunda, o presidente continuou afirmando falsamente que havia ganhado mais votos que Biden neste estado.

Pode interessar: A pressão de Trump às autoridades da Geórgia: "Quero encontrar 11.780 votos"

Nesta quarta-feira, o congresso dos Estados Unidos dará uma certificação sobre os eleitores, confirmando que o presidente eleito foi Joe Biden. Vários Republicanos têm respaldado as afirmações infundadas de Trump de fraude eleitoral, e vários já declararam que pretendem se opor à certificação do Congresso na quarta.

Nos últimos dias, Donald Trump fez declarações e continuou suas tentativas de subverter o resultado das mesmas quando o Congresso se reunir nesta quarta-feira e afirmar a vitória de Biden.

O presidente tem defendido a recontagem de votos dos colégios eleitorais como último ato de um afogado e insistiu a seus seguidores a realizarem manifestações em Washington.

Biden ganhou as eleições presidenciais nos Estados Unidos em novembro com 306 votos de colégios eleitorais frente a 232 de Trump, com uma margem de mais de 7 milhões de votos. O congresso se reunirá para selar esses resultados antes que Biden preste juramento em 20 de janeiro.

Já são 13 os senadores Republicanos e mais de cem Republicanos da Câmara de Representantes que tem declarado sua intenção de questionar os resultados, e mesmo que não os mudem, é uma forma de seguir fazendo ruído e animando sua base. Por sua vez, ao levantar objeções em vários estados, poderiam prolongar o processo eleitoral.

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Os seguidores de Trump anunciaram manifestações para terça e quarta-feira, apoiando as declarações de Donald Trump sobre uma fraude eleitoral generalizada.

O chefe de polícia e o prefeito de Washington advertiram que portar armas de fogo nos protestos é ilegal e insistiram aos residentes que evitem as áreas onde os grupos de extrema direita, incluindo os Proud Boys, planejam se reunir.

Estas medidas foram anunciadas uma vez que Enrique Tarrio, o líder dos Proud Boys, foi preso em Washington DC acusado por destruição de propriedade, um ato relacionado ao protesto anterior a favor de Trump, e por portar dois carregadores ilegais de munições e um dispositivo de alimentação de grande capacidade.




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