Política

MÍDIA DOS TRABALHADORES

Esquerda Diário completa dois meses chegando a mais de 320 mil acessos

Iuri Tonelo

São Paulo

terça-feira 2 de junho de 2015| Edição do dia

O Esquerda Diário completou dois meses depois do seu lançamento em 25 de março atingindo a meta de 320 mil acessos nesse período. Impulsionado pelo Movimento Revolucionário de Trabalhadores (ex-Lerqi) se desenvolveu com a constatação que frente a crise do governo do PT e seus veículos de ideias é necessário aparecer na internet e nas redes sociais com ideias de uma esquerda dos trabalhadores, para chegar a centenas de milhares (ou mesmo milhões) e poder oferecer uma alternativa política de notícias e opiniões para a situação nacional.

Para isso, o Esquerda Diário deve ser um veículo também de debates e nesse sentido tem um espaço de “Tribuna aberta” no site para que organizações de esquerda, como o PSOL e PSTU, também possam oferecer seus pontos de vista a partir de entrevistas e gerar o debate sobre as estratégias necessárias para avançar no movimento dos trabalhadores e da juventude. Com esses debates, mas mantendo uma linha editorial, nossa ideia é difundir ideias marxistas para centenas de milhares (ou milhões) e avançar na perspectiva de um partido revolucionário de trabalhadores no país.

A crise do PT e dos governos surgidos como falsas alternativas ao neoliberalismo

O Esquerda Diário forma parte de um amplo projeto latinoamericano e tenta, no Brasil, oferecer ideias para que os trabalhadores compreendam a enorme crise do projeto político do PT, com sua completa integração ao regime político dominante (sendo hoje um importante agente) e, acima de tudo, sua falência do projeto “gradualista” de avanço dos trabalhadores, que termina hoje com um fortalecimento da oposição burguesa e ajustes contra nossos direitos.

E isso se liga ao projeto global: o projeto do Esquerda Diário já nasceu como um projeto latinoamericano. O primeiro site surgiu na Argentina, impulsionado pelo Partido de Trabajadores Socialistas (PTS) e já rapidamente atingiu a marca de 500 mil acessos mensais (chegando hoje perto da marca de um milhão de acessos). O projeto era parte de responder a um fenômeno que se expressa em distintos países da América Latina, de governos dito “críticos” do neoliberalismo - mas com fórmulas que continuavam atacando os trabalhadores – e que estão terminando de se esgotar como experiência política.

Desse modo, mesmo o PTS sendo parte da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT), tendo eleito deputados nacionais, estaduais, com grande aparição política e dialogo com os trabalhadores de um projeto da esquerda revolucionária, a aposta foi que frente a crise do kirchnerismo era fundamental oferecer também aos trabalhadores um grande portal de ideias para disputar política e ideologicamente e, com isso, possibilitar a emergência de uma nova militância, maior em quantidade e qualidade.

O sucesso do projeto na Argentina levou a sua expansão no Brasil, no Chile e no México nos últimos meses, que também tem tido importantes expressões em seus países e fazendo o Esquerda Diário dialogar com um público de milhões na América Latina.

O segredo do ED: um jornalismo operário

No entanto, para concretizarmos a ideia de um diário de trabalhadores, um diferencial que foi decisivo para conseguirmos desenvolver dezenas de matérias de notícias e opiniões todos os dias: trata-se do que poderíamos chamar de “jornalismo operário”, ou seja, muitas das matérias do diário são realizadas por trabalhadores que fazem reflexões cotidianas sobre o dia-a-dia do seu espaço de trabalho e traduzem essas reflexões para uma matéria no Esquerda Diário.

Assim, nas universidades, no metrô, nos correios, nos bancos, nas indústrias, ou seja, em cada local de trabalho temos companheiros que fazem do Esquerda Diário seu instrumento e escrevem semanalmente ao site reflexões políticas do seu trabalho ou local de estudo; e mais importante que isso, por estar vinculado a muitos temas do mundo do trabalho, o site passa a ser um instrumento real de política dos trabalhadores, o que dá uma importante organicidade para o site e o faz mais conhecido.

Um instrumento também para fortes campanhas políticas

Nas últimas semanas o Esquerda Diário continuou crescendo e atingiu seu pico de mais de 12 mil acessos em um só dia, exatamente no dia 29 de maio, durante a paralisação nacional. Foi uma importante recompensa para a preparação que o site fez para uma boa cobertura nesse dia (muito distinto das mídias tradicionais e mesmo dos sites petistas).

Esse avanço também é parte de dossiês com amplo conteúdo - como o da saúde da mulher, com mais de dez notas sobre o tema, mas também viemos tentando fazer coberturas de lutas nacionais, como as greves de professores (com cobertura com dezenas de notas) ou as lutas da juventude, especialmente no que consideramos o “epicentro” dos conflitos hoje que tem sido as universidades do Rio de Janeiro, UFRJ e a UERJ; nesta última, estivemos durante as principais lutas e mostrando a situação da universidade e fizemos uma cobertura da brutal repressão aos estudantes da UERJ, com jatos d’água e bombas para impedir os estudantes de organizarem sua luta.

Mas o mais destacável no ED no último período foi a campanha que ganhou a simpatia de dezenas de milhares (já passam de 90 mil curtidas na campanha) de que “todo político ganhe igual a uma professora”. São já centenas de fotos (chegando a milhares de pessoas) que resolveram se manifestar contra os privilégios dos políticos e contra a corrupção e a política no país, que tem deixado professores sem aumento salarial (deflagrando dezenas de greves no país) enquanto votam construção de shopping para parlamentares e aumentos.

Queremos chegar a centenas de milhares de curtidas e fotos na internet. O Esquerda Diário convida a todos a se envolverem nessa campanha para chegarmos a milhares de fotos e criar um grande movimento político de que “todo político ganhe igual a uma professora”.




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