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ESCRAVIDÃO

Escravidão tem via livre no governo Temer: 10 vezes menos trabalhadores resgatados

Somente 73 trabalhadores até setembro tinham sido resgatados contra 885 em 2016, o orçamento conta com apenas R$6 mil reais de orçamento hoje.

segunda-feira 9 de outubro| Edição do dia

No marco da reforma trabalhista que avança sobre os direitos dos trabalhadores e precarizam duramente as relações de trabalho, os números gritam de uma realidade ensurdecedora onde o trabalho escravo se prolifera a cada minuto no país.

A partir das noticias acerca da diminuição de receitas para fiscalização do trabalho escravo o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) elaborou Nota Técnica que analisa os dados dos contingenciamentos orçamentários realizados pelo governo federal em 2017.

Durante o governo Lula e Dilma se viu um aumento significativo de sub-empregos no país e a verba do combate a escravidão em queda desde o começo do governo Dilma, queda essa acentuada após o golpe institucional.

Os dados revelam que o volume mensal de ações de inspeção do trabalho em 2017 diminuiu 58% em relação ao ano anterior, o que refletiu na redução de 76% no número de trabalhadores resgatados, o que revelará a longo prazo um aumento significativo de novos casos, nunca descobertos.

Produzida por Matheus Magalhães, assessor político do Inesc, o documento revela que o orçamento disponível para a realização de ações de fiscalização do trabalho escravo acabou em julho, quando o recurso restante para esse fim era de pouco mais de R$6 mil. Uma única ação de fiscalização custa, em média, entre R$60 e R$70 mil.

De acordo com Magalhães, o principal contingenciamento na área veio por meio do Decreto 9.018/2017, que resultou em uma redução de R$22,2 milhões dos recursos do Tesouro Nacional para a Secretaria de Fiscalização do Trabalho - um corte de 70,9%.

Os números são tão escandalosos que somente 73 trabalhadores até setembro tinham sido resgatados contra 885 em 2016. De acordo com o Observatório do Trabalho Escravo do Ministério Público Federal, até setembro, informados pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT).

Os numeros assustadores constam nesse vasto material produzido pelo INESC, revelando as profundezas no Brasil na qual o trabalho escravo é uma realidade viva e crescente para alegria dos capitalistas e grandes empresários que por meio da reforma trabalhista se aproveitam com cada vez mais força da exploração dos trabalhadores e da conivência do governo de Temer, seu verdadeiro balcão de negócios.

O avanço da reforma trabalhista e de todo o amplo espectro de ataques só foi possível por conta da fragilidade da luta travada pelas grandes centrais sindicais que estavam mais interessadas em eleger Lula em 2018 do que defender os trabalhadores contra a ofensiva dos patrões. A traição completa da CUT e da CTB em boicotar a greve geral do 28A e não chamar para o dia 30J, através de suas negociatas em defesa do imposto sindical e para manterem-se nos seus postos com pequenos privilégios impediu que a resistência dos trabalhadores se tornasse efetiva contra esse brutal ataque da reforma trabalhista.

Fonte Da Foto: world future fund




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