Juventude

NO RIO GRANDE DO SUL

Escolas ocupadas rechaçam proposta de Sartori e mantêm ocupação

quarta-feira 15 de junho de 2016| Edição do dia

Após a negociação entre uma comissão de estudantes secundaristas (representada por grupos como UBES, UGES e Juntos!) e o governo Sartori, várias escolas do Rio Grande do Sul rechaçaram a negociação alegando que os grupos não representam os estudantes, que a proposta feita pelo governo não contempla o movimento e que vão se manter ocupados.

A ocupação do Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul, soltou a seguinte declaração: "Nós estudantes que ocupamos o Cristóvão de Mendoza em Caxias do Sul, segunda maior escola do RS, viemos por meio desta carta fazer um chamado às escolas que, assim como nós, não estão de acordo com a forma de negociação que está sendo deliberada entre grupos políticos que dizem representar as demais do estado, e o governo.
Na nossa visão as cartas da SEDUC não nos dão garantia alguma de cumprimento das nossas exigências, são na verdade um ultimato para sairmos das escolas e terminarmos as ocupações de mãos vazias.
Elaboramos com outra escola ocupada da cidade uma resposta à essas cartas onde criticamos as propostas feitas pelo governo e afirmamos permanecer na luta até que uma forma digna de diálogo seja iniciada por parte da Secretaria da Educação.
Acreditamos que agora não é o momento para terminar esse processo, precisamos intensificá-lo e colocar Sartori contra a parede, pressionaremos esse governo que não prioriza a educação pública até termos a garantia de que nossas reivindicações serão atendidas. Convidamos todas as escolas que pensam como nós a mantermos um diálogo crítico sobre essa questão e não acatarmos as decisões de UBES, UJS, Juntos! e demais que não nos representam!
Aqui nós continuaremos na luta! Avante!
"

O Comitê das Escolas Independentes, que reúne cerca de 20 escolas, soltou uma nota declarando que a negociação é ilegítima. Hoje pela manhã, algumas escolas da capital gaúcha, ligadas ao Comitê das Escolas Independentes, decidiram ocupar a secretaria da fazenda para exigir o arquivamento imediato do PL 44/16.




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