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Escândalo: Bolsonaro suspende fabricação de remédios gratuitos para câncer, diabetes e transplantes

No decorrer das semanas, alguns laboratórios públicos nacionais tiveram seus projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, que garantem a fabricação de remédios de distribuição pública pelo SUS, suspensos pelo Ministério da Saúde o que pode levar mais de 30 milhões de pacientes terem problemas no acesso de medicamentos para câncer, diabete e transplante.

terça-feira 16 de julho| Edição do dia

De acordo com reportagem do Estado de S Paulo Bahiafarma, Biomanguinhos, Butantan, Tecpar, Farmanguinhos, Furp e outros são alguns dos laboratórios que integram a lista de laboratórios públicos nacionais que tiveram a suspensão de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), nos quais são fabricados medicamentos para pacientes que fazem tratamento de câncer e diabete, além de transplantados e distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No decorrer das últimas três semanas, o governo do presidente Jair Bolsonaro, por meio do Ministério da Saúde, já suspendeu os contratos com sete laboratórios públicos nacionais que produzem 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo SUS. Segundo as associações que representam os laboratórios públicos existe um risco de desabastecimento e calcula-se que mais de 30 milhões de pacientes que dependem dos 19 remédios.

Enquanto o órgão federal contesta a reportagem alegando que ‘ato de suspensão” é por um período transitório”, enquanto ocorre “coleta de informações”, um dos ofícios encaminhados, que o jornal teve acesso, a informação de encerramento da parceria é evidente. Para Ronaldo Dias, presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), esse ataque levará a um retrocesso para a indústria nacional de medicamentos e um risco para a saúde de milhões de pacientes, além de ressaltar que as PDPs funcionam como um regulador de preço no mercado.

Além destes medicamentos que podem vir a faltar já se sabe do término do estoque de medicamentos para AIDS e Alzheimer evidenciando mais um sintoma da completa destruição do SUS levada adiante durante décadas pelo governo Federal e pelos estados, até a chegada de Bolsonaro e de seu plano de desmontar o sistema completamente e substituí-lo pela saúde privada, ou seja, pela morte de milhares de trabalhadores pobres que não tem condição de comprar remédios ou pagar um plano de saúde. É com estes ataques, que levam a precarização do SUS ao extremo, que o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu o fim da gratuidade do SUS em maio deste ano.

O governo Bolsonaro de conjunto, já deixou mais do que claro o quanto está sob os mansos e desmandos do imperialismo, dos grandes capitalistas e empresários, buscando rifar o país para a manutenção dos lucros dos capitalistas. A precarização dos aparelhos públicos e dos sistemas de saúde e educação, transportes, cultura e pesquisa científica é uma parte fundamental de tal projeto. É a porta de entrada para a terceirização e as privatizações, que degradam a vida da população em diversos níveis.

Em outras palavras: os ataques não são separados e que, de conjunto, mostram que querem nos fazer pagar com a nossa vida – da forma que for: sem conseguir subsistir ou, quando se consegue, trabalhando em condições precárias, exaustivas, se segurança e até a morte – uma crise que não é nossa. É urgente que nossas vozes ecoem contra a reforma da previdência, contra Bolsonaro e todos os ataques, deixando claro que a partir da nossa organização que as nossas vidas valem mais que os lucros deles e que nosso futuro não se negocia!




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