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Ernesto Araújo ataca marxismo mais uma vez para fugir das acusações de crime ambiental

Em entrevista concedida nesta terça (11), para a Terça Livre, aquele que já foi chamado de “o pior chanceler do mundo”, diz que carta ambiental é “último refúgio do Marxismo”.

quinta-feira 13 de fevereiro| Edição do dia

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil foi entrevistado por Allan Dos Santos, no Terça Livre , programa do YouTube encabeçada pela direita, com objetivo de falar sobre os desafios de 2020. Como já esperado, a entrevista contou com elogios ao governo Bolsonaro e a Trump, mas também com falácias sobre a esquerda brasileira e sua busca de aliados na Europa.

Segundo ele, os incêndios que ocorreram na Amazônia em 2019 foram usados para gerar uma pressão a administração do governo Bolsonaro. E que, sobre sua política externa e até sobre o crescimento da economia, "o nosso programa estava dando certo". Por isso, para quem queria resistir ao governo Bolsonaro no exterior quis usar a questão ambiental.

Imaginando um diálogo de um estrangeiro, o chanceler diz, "nossa, o Brasil está dando certo. Precisamos atacar de alguma forma", "vamos usar a carta ambiental, o último refúgio do marxismo na defensiva", afirmou. Mas que embora os protestos, o governo optou por não ceder.

Na entrevista, fica nítida as preocupações ambientais do chanceler. Antes de tudo, sua preocupação é em como se safar das acusações de descaso ambiental que o Brasil sofre não só com as queimadas na Amazônia, mas também com as barragens cedendo e com os recentes casos de enchente que as capitais e as cidades do interior brasileiro estão vivendo. Para isso, Ernesto tenta acusar os marxistas de buscarem aliados do imperialismo para desgastar o governo.

Para o chanceler, que já disse que o Brasil se salvou do “marxismo cultural” do PT, PSDB e de Barack Obama, o marxismo pode ser qualquer coisa, até pró-imperialista. Mas ao contrário do que diz, os marxistas que enxergam a fundo a questão ambiental sabiam que Macron, Merkel e o G7 faziam demagogia na época dos escândalos para se beneficiarem. Isso fica nítido quando percebe-se que algumas das empresas que mais desmatam a floresta amazônica são francesas: os bancos Crédit Agricole (maior banco varejista da França) e o BNP Paribas, instituição financeira mais rica da França, segundo relatório da Amazon Watch.

Para Bolsonaro e Ernesto o meio ambiente é somente mais uma forma de extrair capital e todos que denunciarem seu descaso serão conspiradores marxistas. Por isso, a única saída real contra todo esse crime ambiental que vive-se não só no Brasil, mas no mundo, é lutando veemente contra Bolsonaro. Mas também, é necessário travar uma luta com independência do imperialismo europeu e norte-americano, que historicamente se apropria das nossas riquezas naturais para se beneficiarem. E é de suma importância reconhecer que o capitalismo é um sistema irracional de extração de recursos naturais e consumo sem precedentes, onde o luxo e a fome, as queimadas espontâneas e as enchentes, convivem lado a lado.




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