Educação

CRISE NO RIO GRANDE DO SUL

Entrevista com professora do RS sobre os ataques do governo Sartori do PMDB

O Esquerda Diária entrevistou Terezinha Bullé da Silva, professora e diretora geral do 38° núcleo do CPERS/Sindicato, localizado em Porto Alegre. É militante da Construção Socialista/PSOL que faz parte da CSP-Conlutas.

segunda-feira 10 de agosto de 2015| Edição do dia

ED: Conte um pouco dos ataques que estão sofrendo do governo Sartori?

Nós trabalhadores em educação do Estado do Rio Grande do Sul estamos sofrendo na atual conjuntura os maiores ataques de todos os tempos do governo Sartori contra os servidores públicos e contra os trabalhadores em educação, professores e funcionários de escolas.

O governo Sartori, desde que assumiu, as suas ações foram de terrorismo junto aos servidores públicos, ameaçando o corte, ameaçando o parcelamento de salários. E agora, então, o governo colocou em prática essas ações de ataque. A nossa categoria já teve um primeiro ataque no Estado do Rio Grande do Sul que foi a questão da aprovação da LDO, Lei de diretrizes Orçamentárias, que congelou os salários dos servidores públicos até o final do ano de 2017, reafirmando-se aí um arrocho salarial junto aos servidores públicos.

Como se não bastasse isso estão na assembleia legislativa projetos que atacam direitos históricos dos servidores públicos e da nossa categoria. Um dos projetos diz respeito à questão das promoções, as gratificações, difícil acesso. Outro projeto hoje que também está em tramite é outro projeto do IPE que mexe diretamente nas regras do nosso plano de saúde que é o IPE saúde, mexendo nas regras no sentido da questão da contribuição e da questão também dos dependentes. Além disso, o governo encaminhou para a assembleia legislativa, na quinta feira, um projeto que mexe na questão da previdência, ou seja, na aposentadoria dos servidores públicos.

ED: Como você vê a relação desses ataques com os cortes que a educação recebeu nacionalmente?

Então na nossa avaliação é um pacote de projetos que atacam os servidores públicos, que atacam a nossa educação. Nós avaliamos que os ataques do governo Sartori no Rio Grande do Sul não são ataques isolados da conjuntura nacional, avaliamos que esses ataques são aliados aos ataques do governo Dilma, que hoje aplica ajustes fiscais para justificar a crise financeira do país. E o mesmo Sartori faz no estado do Rio Grande do Sul, aplicando ajustes fiscais, aprovando pacotes de direitos históricos dos trabalhadores para justificar a crise financeira do estado.

Nós repudiamos essa ação tanto do governo Dilma, quanto do governo Sartori, porquê não são os trabalhadores, não são os servidores públicos, não são os professores e funcionários de escolas que tem que pagar pela crise financeira do país, pela crise financeira do estado e pela crise política. Nós não temos acordo e repudiamos o fato também do governador aplicar os ajustes fiscais aumentando impostos, combustíveis, alimentação e arrochando os salários dos trabalhadores.

ED: Quais ações serão organizadas para lutar contras esses ataques?

O CPERS/Sindicato, chamou a assembleia da nossa categoria para o dia 18 de agosto. Nesta assembleia os trabalhadores em educação do estado do Rio Grande do Sul vão deliberar sobre a greve da categoria e até a assembleia nós estamos realizando períodos reduzidos nas escolas com muitas atividades de mobilização e de construção da greve. Dentro destas atividades está a questão de assembleias populares com a comunidade escolar, para buscarmos o apoio da comunidade escolar, estão também atividades públicas nas ruas, trancaços, plenárias regionalizadas, enfim, estamos fazendo uma movimentação polarizando a mobilização, chamando a luta dos educadores para deflagrarmos no dia 18 a grande greve da nossa categoria, contra os ataques dos governos, contra o ajuste fiscal, contra o parcelamento dos salários e contra os pacotes hoje que estão na assembleia legislativa que atacam diretamente os educadores, professores e funcionários de escolas, e a educação pública como um todo.

Foto: Galileu Oldenburg




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