Economia

PRIVATIZAÇÃO

Entrega da Caixa avança sob intervenção de banco de investimento norte-americano

O processo de privatização da Caixa Seguridade já está em curso desde o ano passado, contando com a assessoria de representantes do banco de investimento Morgan Stanley. Guedes agora já está perto de confirmar bancos para assessorarem no processo, que deve ser espelho para a futura privatização.

terça-feira 7 de janeiro| Edição do dia

O banqueiro neoliberal e ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, estaria, segundo reportagem próximo de confirmar os bancos escolhidos para “assessorar” a Caixa Econômica Federal no processo de privatização (“abertura de Capital”) de sua divisão de seguros, a Caixa Seguridade. O ramo, que a empresa espera colocar na Bolsa de Valores com avaliação entre 50 e 60 bi, é o primeiro a ser privatizado.

Para o processo está sendo encabeçado pelo presidente da Caixa, escolhido por Paulo Guedes, Pedro Guimarães. Trata-se de um banqueiro, com ampla atuação no banco de investimentos Brasil Plural. Além disso, já trabalhou junto a Paulo Guedes no BTG Pactual e é economista especializado em privatização nos EUA. Conta, também, com a assessoria de nenhum outro que o banco de investimentos americano Morgan Stanley.

O banco pertence ao patrimônio da herança de J.P. Morgan, um dos maiores bilionários da história dos EUA e, em joint venture com o Citibank 2009, é o maior banco de investimento do mundo. Morgan Stanley já era nome confirmado na mesa para liderar a venda da divisão de seguros da Caixa, e agora escolhe outros bancos para juntarem-se a ele e a Guimarães para liquidar o patrimônio.

Guimarães espera obter aprovação junto à Comissão de Valores Imobiliários para a oferta pública ainda em fevereiro, e precificar a operação em abril, enquanto se reúne com grandes investidores. Daí, o plano é de fazerem o possível para atraírem capitalistas interessados em comprar ações da estatal.

A atual gestão da Caixa espera que esse processo seja o exemplo para outros, no plano de vender a Caixa Econômica parte por parte. O próximo alvo seria o setor de cartões, já cotado para ser vendido ainda no meio do ano. Lotéricas, assim como gestão de ativos, também já foram falados pelo atual presidente da empresa.

A começar pela Caixa, Paulo Guedes avança em seus planos de privatizar os bancos públicos nacionais em parceria com o capital financeiro imperialista, subordinando ainda mais o débil capital nacional aos ditames do imperialismo.




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