Sociedade

SAÚDE PRECARIZADA

Enquanto 270 mil esperam por atendimento, Crivella corta R$367 milhões da saúde

Se todas as pessoas que estão à espera de consultas, cirurgias ou exames se juntassem num mesmo local já seriam mais gente do que a população que vive em Bangu, na Tijuca ou em Copacabana.

Carolina Cacau

Foi candidata a vereadora do MRT pelo PSOL em 2016, é estudante da UERJ e professora da rede estadual.

terça-feira 27 de fevereiro| Edição do dia

Enquanto 270 mil pessoas esperam nas filas dos hospitais por consultas, cirurgias ou exames o Bispo-Prefeito Crivella mostra quais são suas prioridades e corta R$ 367 milhões do orçamento da saúde. O prefeito ainda fez o favor de postar em sua página do Facebook um “esclarecimento” dizendo que se trata de um “contingenciamento” de gastos, parece que ele nem sabe sobre as enormes filas, pois nem fala sobre elas. Só se for com um milagre para diminuir custos e melhorar o serviço da saúde, prefeito.

As 270 mil pessoas desesperadas nas filas dos hospitais, se juntas num mesmo local dariam uma população maior do que a que vive em Bangu, na Tijuca ou em Copacabana. Se conformassem um bairro, somente Campo Grande teria mais gente no Rio. O prefeito diz que foi um contingenciamento, mas enquanto a saúde da população está ás traças nas filas dos hospitais, a RioTur, empresa de turismo aumentou R$ 8 milhões no orçamento. 156 mil estão à espera de uma simples consulta, e mais 72 mil a espera de exames, a situação é tão critica que pessoas esperam médicos há 3 anos, em alguns casos. Os dados são de estudo do gabinete do Paulo Pinheiro (PSOL).

A situação dramática que vivem os hospitais não vem de hoje no Governo Crivella, ele deixou de gastar R$ 17 milhões previstos no orçamento do ano passado para o Lourenço Jorge, outros R$ 16 milhões ao Miguel Couto e R$ 6 milhões ao Salgado Filho no Méier. Em outubro do ano passado, os trabalhadores da Saúde protagonizaram uma forte greve após Crivella deixar de pagar salários, faltarem insumos básicos e até remédios nos hospitais e clinicas da família, ameaçadas de serem fechadas pela gestão do prefeito. Para a saúde de fato servir a população, e não os empresários, precisamos estatizar os laboratórios, finalizar contratos de Os (Organização Social) e colocar os hospitais sob gestão dos trabalhadores e médicos.

Imagem: lafotometria.wordpress




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