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Empresas de aplicativo aplicam retaliação à greve feita pelos entregadores no 1º de julho

Empresas reduzem ainda mais taxa de entrega e aumentam número de entregadores piorando condições de trabalho como forma de frear futuras mobilizações pois temem a força dos trabalhadores.

quinta-feira 9 de julho| Edição do dia

A era das entregas por aplicativos que prometem “flexibilidade”, “ser o próprio patrão”, “trabalhar na hora em que quiser” e ainda tem a audácia de dizer que o entregador é um “empreendedor” agora mostra sua face mais cruel. O desemprego, que hoje ultrapassa 13 milhões, faz com que muitos desempregados não tenham muitas opções a não ser se cadastrar nas plataformas e se submeterem às imposições das empresas.

As condições de trabalho prometidas nesses aplicativos são mentiras capitalistas que mostram sua verdadeira face quando tornam seus trabalhadores reféns dos bloqueios inexplicados, das necessidade de percorrer longas distâncias para receberem taxas mínimas de entrega e desligamentos indevidos, por exemplo. Esses pontos foram questões centrais na greve desses entregadores no dia 1 de julho, que se organizaram e foram às ruas mostrando que a força dos trabalhadores é o caminho para barrar os ataques que vem sendo feitos.

Em represália e com receio de como a força desses trabalhadores podem mostrar suas forças futuramente, os aplicativos que tinham uma fila de mais de 5 meses para aprovação de novos integrantes aceitaram diversos deles como estratégia para quebrar a mobilização, além de reduzirem a taxa de entrega para R$ 4 a R$ 6 (antes variava entre R$ 10 e R$ 13), conta Tiago Bonini (trabalhador do grupo de risco, asmático e que pedala em 12 horas de 80 a 100 km por dia) em entrevista a Ponte Jornalismo. Eles tentam de forma sutil frear a mobilização e apagar a chama da força que esses entregadores tem, exatamente porque os capitalistas sabem que a história mais terrível para eles é a história que a classe trabalhadores pode vencer.

Um absurdo que a essas empresas de aplicativos apliquem essas punições pelo fato dos trabalhadores exigirem o mínimo de condições de trabalho que lhes foram arrancadas durantes anos de políticas neoliberais. Nesse momento não devemos recuar, pois sabemos que ceder as demandas das grandes empresas só nos resultará em mais miséria e precarização, por isso os entregadores de aplicativo devem buscar além de suas condições de trabalho, mas sim a unidade com classe trabalhadora para provocar as mudanças estruturais que são capazes.

O Esquerda Diário apoia as demandas dos entregadores de aplicativos, colocando-se à disposição de fortalecer a luta e entende que a esquerda e centrais sindicais devem sair da inércia para colocar todo peso de mobilização na construção dessa unidade.




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