Sociedade

CRISE DOS COMBUSTÍVEIS

Empresário amigo de Bolsonaro é dono de 600 caminhões e diz que quer "radicalizar"

O empresário Dalçóquio discursou incentivando que a plateia coloque fogo nos caminhões da sua própria transportadora que estiverem circulando e furando a greve.

terça-feira 29 de maio| Edição do dia

Emílio Dalçoquio, um empresário aposentado, envolvido com sua família na disputa da tradicional transportadora catarinense Dalçoquio uma das maiores do ramo no Brasil. Fundada em 1968 foi vendida no ano passado pela família Dalçoquio ao empresário paulista Laércio Tomé, em uma negociação de R$ 20 milhões, a transportadora está endividada e é alvo de disputas judiciais entre os próprios sócios e com os Dalçoquio. Ela presta serviços à BR Distribuidora que por sua vez é subsidiária da Petrobras responsável pela distribuição de combustíveis.

O movimento de caminhoneiros que há mais de uma semana atua em bloqueio de estradas, está assumindo cada vez mais um caráter reacionário e distanciando das demandas populares. Emílio Dalçoquio protagoniza diversos vídeos que circula nas redes propagando ideias radicais onde literalmente manda incendiar caminhões de sua transportadora que furam o bloqueio. Ele se juntou ao grupo que está parado na BR-101, em Itajaí. Evidenciando mais ainda o caráter patronal dessa radicalização contra o governo através de um projeto de direita com um programa intervencionista. Assista o vídeo aqui:

Par de Bolsonaro, a quem representa o projeto de governo, assume uma defesa da sanguinária ditadura e a Pinochet e outros absurdos. Assista:

1:50 “E vocês professores. Vocês estão mentindo. O Brasil não teve ditadura é mentira. Tivemos cinco generais, [sic] e os cinco morreram pobres [...] vocês professores estão mentindo para a molecada, vocês professores vão pagar por isso”
Entre outras distorções históricas, que por mais bizarras possam ser são divulgadas em mimeses histérica nas redes. A ditadura de Pinochet no Chile foi responsável por mais de 40 mil as vítimas, entre elas 3.225 mortos ou desaparecidos.

Em coro com o mais reacionário do movimento que em diversos conteúdos mostram a recepção calorosa aos militares enviados por Temer para repressão dos seus bloqueios, Emílio Dalçoquio assume uma direção asquerosa clamando por intervenção militar.

Veja também: “Pelotão” de caminhoneiros exige que Exército tome o poder

É necessário compreender que os caminhoneiros estão nos bloqueios das estradas para arrancar maiores subsídios dos estados para baratear o diesel, retirando impostos que a rigor devem ser destinados ao seguro-desemprego e à saúde da população. Momento algum colocaram a mesa demandas trabalhistas ou a exigência de reduzir o preço da gasolina e do gás de cozinha.

Independência de classe é imprescindível para uma saída da crise dos combustíveis que seja de interesse dos trabalhadores e de toda a população. Que defenda uma Petrobras 100% estatal, gerida pelos trabalhadores e pelo controle operário.
Portanto para responder os que defendem a intervenção dos militares no Brasil é indispensável desmascarar a direção do movimento dos caminhoneiros, que é uma direção patronal, como Dalçoquio um dos grandes empresários de transportes, assim como desmascarar o papel que vem cumprindo as direções petistas e não se juntar a elas como faz a maioria das organizações de esquerda.

Leia mais em: A traição da CUT e do PT abre espaço para a direita capitalizar o descontentamento popular

Imagem: Divulgação/facebook.com/emiliodalcoquioneto




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