Educação

RACIONAMENTO DA MERENDA

Empresa que Doria contratou para racionar a merenda escolar é investigada na Lava-Jato

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB) tem sido protagonista de um enorme escândalo por proibir crianças de repetir a merenda escolar, mesmo estando com fome. Desde que a professora Marcella Campos fez a denúncia, que foi confirmada por dezenas de professoras e pais, novos escândalos foram surgindo, como escolas que marcam as mãos das crianças à caneta para que não possam comer novamente. A última denúncia recebida foi um bilhete de uma EMEI de São Paulo, enviada aos pais, em que dizia que a proibição de repetir era parte do contrato com a empresa Milano.

segunda-feira 21 de agosto| Edição do dia

(Foto: Nacho Doce/Reuters)

Essa empresa Comercial Milano, contratada por Doria para fornecer a merenda escolar na capital paulista, também não é a primeira vez que protagoniza escândalos políticos. É mais uma empresa aliada dos golpistas, que é investigada no Rio de Janeiro por suspeita de envolvimento com pagamento de propina ao governo do Rio de Janeiro. A empresa é investigada na fase Ratatouille, da operação Lava Jato.

A empresa prestava serviço em escolas, hospitais e presídios do Rio de Janeiro. O empresário Marco Antônio de Luca, ligado à Comercial Milano e também à empresa Masan Serviços Especializados e amigo pessoal do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, teve prisão preventiva decretada no início de junho, sob a justificativa da Justiça de haver fortes indícios de que o empresário é “o grande corruptor da iniciativa privada na área da alimentação e serviços especializados no Estado do Rio de Janeiro”, segundo a denúncia.

A suspeita é que os 67 contratos firmados entre as duas empresas e o estado eram parte de um esquema de pagamento de propinas e, juntas, receberam cerca de R$7 bilhões do estado do Rio de Janeiro entre 2011 e 2017. Marco de Luca é acusado de pagar ao menos R$12,5 milhões em propina para o esquema de corrupção de Sérgio Cabral para ganhar esses contratos.

Saiba mais: Ratatouille: fase da Lava Jato no Rio prende aliado de Cabral que ganhou R$8 bilhões com corrupção

Essa mesma empresa Comercial Milano é ainda a mesma que forneceu 400 toneladas de leite em pó contaminado para creches e escolas de São Paulo. A empresa foi declarada inidônea (que não se pode confiar), mas mesmo assim continuou fornecendo alimentos para a prefeitura de São Paulo.

Agora, após participar de esquemas de corrupção no Rio de Janeiro e fornecer leite contaminado para crianças, a Comercial Milano quer, junto ao prefeito João Doria, deixar crianças com fome, proibindo-as de se alimentar devidamente nas escolas.

Todas essas denúncias, que o prefeito e sua assessoria tentam chamar de “fakenews” mas são obrigados a fazer diversas manobras para tentar se explicar, explicitam não apenas o enorme ataque da prefeitura tucana à educação pública, como também que nenhum passo desses políticos corruptos é dado sem interesses por trás, que sempre favorecem seus grandes empresários aliados.

João Dória, Sérgio Cabral, o ladrão de merenda Geraldo Alckmin, empresários como Marco Antônio de Luca, escolhem ver crianças e adolescentes sem comida ou envenenados com comida contaminada a ver seus lucros decairem. A urgência de que os professores e demais trabalhadores se organizem contra o racionamento da merenda e cada um desses ataques à educação deve servir para mostrar aos políticos corruptos e seus empresários de estimação que a educação e vida da juventude vale muito mais do que os lucros deles.

Para isso também que o Esquerda Diário, junto à Marcella Campos e dezenas de professoras estão convocando um importanteato contra o racionamento de Doria e por merenda para todos, para mostrar que não será aceito nenhuma criança sem merenda. Chamamos os sindicatos, os movimentos sociais, organizações de esquerda a se somarem a esse ato, podemos derrotar Doria e garantir merenda para todas as crianças.

Saiba mais: Professores chamam ato contra o racionamento de Doria e por merenda para todos




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