Política

CORRUPÇÃO

Emilio Odebrecht cumprirá pena em sua mansão

quinta-feira 8 de dezembro de 2016| Edição do dia

Emilio Odebrecht, dono da empresa Odebrecht, vai cumprir pena de quatro anos em prisão domiciliar, por conta de acordo de colaboração premiada no âmbito da Operação Lava Jato.

O acordo feito entre o dono da Odebrecht e os procuradores da força-tarefa, permite que ele cumpra os dois primeiros anos em prisão domiciliar no regime semiaberto, quando poderá trabalhar durante o dia e deverá se recolher em casa á noite. Os últimos anos restantes da pena vão ser cumpridos em regime aberto, quando ele deverá estar em casa nos finais de semana.

A pena de Emilio Odebrecht não será cumprida imediatamente. Durante um ano ele ficará livre, mas sendo responsável por atuar como uma espécie de ’’fiador’’ dos acordos feitos entre a Odebrecht e a operação Lava Jato.

De acordo com fontes da Odebrecht, depois da Lava Jato ter descoberto que a empreiteira tinha um departamento destinado a contabilidade da propina, Emilio procurou os membros da operação com a proposta de entregar aos procuradores o que ele chamou de ’’colaboração definitiva’’ da empresa. Desde então, Emilio Odebrecht passou a comandar internamente todo o processo, que consistiu em contar as práticas da empreiteira desde a época em que ele era presidente até a gestão do seu filho Marcelo.

Já o filho de Emilio continua preso em Curitiba e sairá da cadeia no final de 2017. Depois disso cumprirá cinco anos de prisão domiciliar usando tornozeleira. Metade desse tempo será em regime fechado, sem direito a sair de casa. A outra metade será em regime semiaberto, onde é permitido que ele saia para trabalhar durante o dia e volte á noite para sua casa.

A Odebrecht assinou o maior acordo de delação já feito no mundo. Este acordo prevê que a empresa pague apenas uma multa de US$ 2,5 bilhões dividida em 23 parcelas.

Pouco a pouco, a Lava Jato vai garantindo a impunidade aos grandes empresários e suas fortunas ao mesmo tempo em que avança sobre outros setores da política para reconfigurar os esquemas de corrupção, não acabando com ela, mas lhe dando novas formas e agentes. Para combater a corrupção e a impunidade é preciso confrontar os privilégios que dão base ao sistema de colaboração entre políticos, juízes, altos funcionários e empresários no capitalismo e só será possível a partir da organização independente dos trabalhadores para barrar os ataques que querem nos impor e avançar nas demandas reais dos trabalhadores e juventude.




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