Sociedade

Em novo vídeo Mbl extrapola senso do ridículo, imitando até o Estado Islâmico

Nesta semana o Mbl divulgou novo vídeo promocional. Na criação do vídeo, mais uma vez o grupo conseguiu superar a sua falta de noção. Enquanto adota um discurso radical contra a esquerda no vídeo - “A esquerda foi extirpada da capital”, “ A luta agora é na guerrilha” -, o movimento reivindica as políticas rechaçadas peos trabalhadores, como a reforma trabalhista e a reforma da previdência. Tudo o que o vídeo consegue, além de expô-los ao ridículo, é mostrar o que verdadeiramente são: a velha direita, contrária aos trabalhadores e raivosa.

domingo 3 de dezembro| Edição do dia

Na cena de abertura, quatro integrantes do grupo, dois deles mascarados, compõem o quadro, de forma similar aos vídeos divulgado pelo Estado Islâmico, enquanto uma voz computadorizada sentencia: “A esquerda foi extirpada da capital”. Ela prossegue: “O câncer que se espalhou por décadas está alojado nos mais diferentes espaços... é lá que o inimigo se encontra”.

Em outra parte do vídeo o mascarado conclama: “ A luta agora é na guerrilha... devemos implodir o que resta de seus castelos”.

Depois desse discurso o vídeo passa a exibir manchetes de ações que segundo eles foram conquistadas por meio da luta do Mbl. Entre as lutas reinvidicadas por eles estão: a aprovação da Reforma Trabalhista, enquanto cenas de manifestantes contrários a reforma são reprimidos pela polícia; o projeto Esola sem Partido, precedido pelas violentas ações de desocupação das escolas empreendidas por eles, ou das ’vistorias ideológicas’ de Holiday, ambos reivindicados nas manchetes; a censura aos museus também não poderia faltar.

Figuras públicas, inimigas do movimento são explicitamente apontadas, como Caetano Veloso e o jornalista Ricardo Boechat, e são ridicularizadas.

Depois disso, a trilha sonora passa para Baba O’Riley, e num tom exaltante, um outro narrador proclama: “Ninguém disse que a luta seria fácil, mas assim que surgem os heróis”.

Os jovens proto-fascistas do Mbl, enquanto tentam se disfarçar de guerrilheiros contra a esquerda encastelada nos governos, são eles que se encontram enfiados nas sub-prefeituras e nos gabinetes de seus aliados políticos, de Jõao Dória a Eduardo Cunha. Nas ruas, seus atos e manifestações reúnem cada vez menos gente, depois da queda da máscara apartidária. Apesar de toda a falta de noção, o vídeo possui esse mérito, apresentá-los como verdadeiramente são, a velha direita, pregando discurso de ódio, e reivindicando políticas contrárias ao interesse dos trabalhadores, como a Reforma Trabalhista.




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