Economia

Demissões no BB

Em meio à pandemia, Banco do Brasil quer demitir 5 mil trabalhadores

Nesta segunda, 11, o Banco do Brasil anunciou um novo plano de reestruturação que inclui a meta de demitir 5 mil trabalhadores e fechamento de 361 unidades, entre agências, escritórios e postos de atendimento.

terça-feira 12 de janeiro| Edição do dia

Imagem: Carolina Diniz / G1-AM

Nesta segunda, 11, o Banco do Brasil anunciou seu plano de reestruturação que tem como principal meta a demissão de 5 mil funcionários por meio de um Programa de Desligamento Extraordinário (PDE) e cortes na rede de atendimento, com o fechamento de 361 unidades (112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento). Além disso, o plano ainda prevê cortes na remuneração dos trabalhadores do atendimento de caixa e a precarização ainda maior do trabalho e do atendimento ao público.

Trata-se de mais um capítulo do projeto privatista do governo Bolsonaro e seu ministro, Paulo Guedes, que tem como objetivo diminuir o espaço de atuação dos bancos públicos, pavimentando o caminho da privatização e beneficiando diretamente os conglomerados financeiros privados nacionais e internacionais.

E como era de se esperar, este anúncio tem causado preocupação entre os mais de 90 mil funcionários do banco e coloca ainda mais incertezas quanto ao futuro desses trabalhadores, ainda mais em meio à crise econômica que tem se agravado com a extensão da pandemia. Além disso, cortar funcionários e reduzir a rede de atendimento só vai piorar a situação de superlotação em diversas agências, expondo ainda mais os funcionários e os clientes em meio aos novos recordes de contágio pela covid-19.

Diante da série de ataques a trabalhadores de setores estratégicos, as principais direções sindicais tem apenas ladrado enquanto a caravana de ataques passa. Para enfrentar os planos privatistas de Bolsonaro e Guedes, não é uma alternativa para os trabalhadores qualquer acordo ou ilusão nos privatistas do chamado “Centrão”, como tem feito as maiores centrais sindicais do país como a CUT e a CTB. Para criar uma força social capaz de se enfrentar concretamente com o governo Bolsonaro e Mourão é necessário romper as divisões impostas pelas próprias burocracias sindicais e exigir um plano que unifique os trabalhadores das principais estatais, como a Petrobrás e os Correios, por exemplo, que também estão na mira dos ataques privatistas, mas também os trabalhadores da Ford, que divulgou ontem o fechamento de suas fábricas no Brasil, deixando milhares de trabalhadores na rua, na fila de desemprego.

Veja também: Maíra Machado: "É urgente que a CUT prepare um plano de luta contra o fechamento da Ford".




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