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Demissões | Em meio a fome, Caoa Chery demite 485 trabalhadores. Não às demissões, nenhuma família na rua!

A empresa automobilística chinesa, Caoa Chery, que havia anunciado a suspensão da produção da fábrica em Jacareí, no Vale do Paraíba (SP) confirmou a demissão de 485 funcionários. As centrais sindicais precisam romper com sua paralisia eleitoreira e organizar a luta dos trabalhadores, a única que pode garantir que não haja nenhuma demissão e que nenhuma família fique na rua, assim como lutar contra os ataques da patronal e do governo de Bolsonaro e Mourão.

quinta-feira 19 de maio | Edição do dia

Sob a alegação de que a fábrica passará por “adequações para a produção futura de veículos elétricos”, a empresa fechará até 2025. A empresa teve um ótimo desempenho em 2021, segundo seu CEO para entrevista na InfoMoney. Ele também afirmou que a Chery cresceu 100% em vendas e o marketshare vai fechar em 2%. Também alega que “sofreram” pouco com a falta de componentes, e que cresceram em vendas nas lojas.

Ou seja, uma completa demagogia capitalista, jogam centenas de famílias na rua em meio a fome, o desemprego e a inflação nas alturas. Porém a Chery, comprada pelo grupo Caoa, no Brasil, é uma empresa que possui isenções fiscais e que claramente bate recordes lucrativos, um absurdo que escancara a sede de lucro patronal em virtude da miséria dos trabalhadores.

A empresa já havia demitido trabalhadores em 2020 no auge da pandemia. E, há alguma semanas havia dito que demitiria agora cerca de 600 funcionários, sobre isso Marcello Pablito*, dirigente do MRT, organização que impulsiona o Esquerda Diário, declarou em nota:

"Expresso minha total solidariedade aos trabalhadores da Chery que enfrentam uma situação onde a Patronal quer encerrar as operações da planta de Jacareí, e ainda usa de uma demagogia barata, falando em sustentabilidade e carros elétricos para esconder que o capitalismo verde da Caoa Chery quer e na verdade fechar a fábrica e esconder a demissão de 600 funcionários. Além disso, sabemos que o encerramento da planta implica na sobrecarga da fábrica de Anápolis (GO), ou seja, no aumento do trabalho desses funcionários.

Continua, "É repugnante ler declarações como a do CEO da empresa, pagando de preocupada com os trabalhadores, e pouco tempo depois estarmos nos deparando com esse anúncio de fechamento da planta e demissões. A Chery, como outras montadoras que se instalaram no Brasil, receberam uma grande isenção fiscal, além de explorar o trabalho de milhares de trabalhadores com poucos direitos e baixos salários, agora segue o caminho da Ford e Toyota que decidem fechar suas plantas para preservar milionários lucros.”

Frente a esse ataque, a política de layoff, que foi levantada na última ameaça de demissão, se mostrou insuficiente para reverter esse enorme ataque. Somente adiou o problema. Por isso, se mostra necessária a defesa de uma mobilização imediata, impulsionada em primeiro lugar pelo sindicato, organizando o envolvimento das bases dos trabalhadores na Chery, não somente da planta em que estão sendo demitidos, mas do conjunto da empresa, e mais, também buscando aliança com os demais trabalhadores fabris que foram demitidos ou estão sendo ameaçados de demissão.

Somente com a luta e mobilização da classe trabalhadora pode reverter as demissões e ataques que são garantidos pelo governo de extrema-direita de Bolsonaro e Mourão que fazem de tudo pelos empresários e capitalistas.

As centrais sindicais, como a CUT e a CTB dirigidas pelo PT e PCdoB, respectivamente, precisam romper com sua paralisia eleitoreira e construir um plano de luta unificando as lutas dos trabalhadores das diversas categorias, e os
organizando pela base com uma perspectiva de enfrentamento com o lucro capitalista, batalhando pela expropriação da indústria sob controle desse trabalhadores, que tudo produzem. Esse é o único caminho que pode garantir que não haja nenhuma demissão e que nenhuma família fique na rua, assim como lutar contra os ataques da patronal e do governo de Bolsonaro e Mourão.

Não às demissões, nenhuma família na rua! Que os capitalistas paguem pela crise!


*Pablito é trabalhador da USP e atualmente coloca seu nome à disposição para escolhe de vice-presidente na pré-candidatura de Vera Lúcia, do PSTU, pelo Polo Socialista e Revolucionário.




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