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Em defesa de seus direitos, trabalhadores da CEDAE paralisam suas funções

Sem receber ticket-refeição e vale-transporte há um mês e por não terem previsão de recebimento do 13º salário, os trabalhadores terceirizados da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) paralisam seus trabalhos.

terça-feira 11 de dezembro de 2018| Edição do dia

Os funcionários terceirizados da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) paralisaram suas funções de consertos nas ruas, pois estão há um mês sem receber os benefícios de ticket-refeição e vale-transporte além de não terem previsão de data para receber seu 13º salário.

Segundo matéria do G1, os responsáveis pela Cedae afirmam que os pagamentos para a empresa terceirizada que presta os serviços para a companhia está em dia e se ausenta da responsabilidade em relação ao pagamento dos funcionários.

Sabemos desde a aprovação da lei irrestrita da terceirização e da reforma trabalhista, que situações como esta serão rotineiras pelo país, já que como escreveu Diana Assunção essas são formas mais violentas de ataque as condições de trabalho, fazendo com que os trabalhadores tenham menos direitos, enquanto os patrões podem lucrar mais mesmo em tempos de crise.

Assim, confirmando o que foi apresentado aqui, o objetivo da terceirização é a remoção dos direitos trabalhistas e o ataque ao direito fundamental de organização sindical, facilitando demissões. Mais vulneráveis às demissões, os trabalhadores estão à mercê dos capitalistas, que submetem seus funcionários a jornadas mais extenuantes, perigosas e tendo o pouco que lhe resta suprido quando bem entende o patrão, como é o caso dos terceirizados da Cedae.

O posicionamento de abstenção da companhia estadual é criminoso, pois são sim responsáveis pela vida destes trabalhadores, uma vez que é a responsável pela contratação das empresas para prestar serviços e não podem se isentar da responsabilidade pelas condições de trabalho, pelos trabalhadores, e pelos seus pagamentos.

É importante ressaltar que a maioria dos terceirizados são mulheres, negros, LGBTs e imigrantes. A terceirização tem rosto de mulher, e as patronais sabem que é nos setores mais oprimidos da sociedade que poderão encontrar a força de trabalho barata para os trabalhos mais precários. Ou seja, ao contrário de “garantir emprego”, a terceirização reduz salários, aumenta a rotatividade, o desemprego em massa e a regulamenta condições de semiescravidão.

Nós do Esquerda Diário apoiamos a luta dos trabalhadores terceirizados por suas demandas e sabemos que estes precisam estar cercados de solidariedade para conseguirem suas demandas, por isso, diferentemente das mídias burguesas que colocam a população contra estes trabalhadores, nós damos a voz a estes e os cercamos de apoio e solidariedade.




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