Juventude

AUMENTO DAS TARIFAS DE ÔNIBUS

Em Contagem, prefeitura beneficia empresas de ônibus e os trabalhadores pagam a conta

O ano iniciou com o aumento da tarifa dos ônibus municipais de Contagem que agora custa 3,70. Em 29 de dezembro, o prefeito Carlin Moura (PCdoB) decretou isenção de mais um imposto para as empresas de transporte e “perdoou” as dívidas de impostos devidos de julho de 2014 para frente.

Tassia Arcenio

Contagem, Minas Gerais

terça-feira 5 de janeiro de 2016| Edição do dia

O ano de 2015 em Contagem foi marcado pelo desastroso governo do prefeito Carlin Moura (PCdoB), que enfrentou várias mobilizações dos trabalhadores da educação, saúde e transporte.

Os motoristas de ônibus deram a largada em abril, fazendo uma manifestação exigindo o fim da dupla função e melhores condições de trabalho, entre outras reivindicações.

Os trabalhadores e a população pobre que já vinham enfrentando ataques à educação, desde falta de carne nas merendas da escola até fechamento de unidades, à saúde, e demissões na indústria, viram seus salários irem catraca abaixo com novo aumento da passagem em Contagem, BH e na região metropolitana.

Deixando claro que seu governo é para os ricos, o prefeito Carlin Moura (PCdoB) através de decreto publicado em 29 de dezembro, presenteou os grandes empresários do transporte, perdoando as dívidas desde julho de 2014 e isentando as empresas de mais um imposto, garantindo que seus lucros permaneçam altíssimos, enquanto os trabalhadores sofrem com o aumento da tarifa para 3,70.

Além de Contagem e Belo Horizonte, as tarifas dos ônibus metropolitanos (que envolvem 34 cidades) também tiveram aumento de quase 13%, publicado pela Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas, mostrando que o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) continuará descarregando a crise nas costas dos trabalhadores.

Os aumentos foram recebidos com gritante indignação dos usuários do transporte coletivo, que não raro usam mais de um ônibus para chegar ao trabalho e sabem que o salário está cada vez mais comprometido, além de não verem nenhuma melhoria na qualidade do transporte ou no número de linhas e horários.

Em Ibirité, uma das cidades da região metropolitana, o terminal foi fechado por moradores e o ano começou com luta, mostrando aos empresários e governos que nenhum aumento passará mais, resgatando os ensinamentos de junho de 2013 e a luta contra o aumento da tarifa no ano passado em BH, que foi revogado após mobilização nas ruas que enfrentou inclusive, a repressão da polícia de Pimentel do PT.

Com ato marcado para o dia 08 em Belo Horizonte na Praça Sete às 18:00 e com outras cidades da região metropolitana se organizando para responder mais esse ataque, os trabalhadores e a juventude se unem para dizer um basta de aumento de tarifas e precarização da vida, enquanto os políticos continuam com seus grandes privilégios intocáveis.

Esse basta virá com a organização dos estudantes em suas escolas, dos universitários e seus centros acadêmicos e dos trabalhadores e suas organizações, como os sindicatos de esquerda, que aliados à população lutem nas ruas pela estatização do transporte sob controle dos trabalhadores e usuários, aonde deixam de valer os interesses dos governos e seus financiadores donos de empresa do transporte, para ter um transporte de qualidade, com baixos preços, que atenda às necessidades dos trabalhadores e da juventude.

O aumento do preço das passagens impacta diretamente na inflação e no custo de vida e é parte dos ajustes que os governos federal, estaduais e municipais vêm fazendo pra fazer os trabalhadores e a maioria pagarem a crise mantendo o lucro dos empresários. Os secundaristas de São Paulo derrotaram o governador Geraldo Alckmin do PSDB e mostraram o caminho. Em Goiás os secundaristas estão neste momento lutando contra a privatização da educação. É com essa disposição de luta e com a unidade que a juventude e os trabalhadores poderão barrar este novo aumento das passagens e todos ajustes dos governos e empresários.




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