Juventude

Em 2011 Bolsonaro atacou Fernando Santa Cruz e estudantes da UFF botaram ele pra correr

Durante uma palestra na Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2011, o defensor da ditadura militar então deputado federal, Jair Bolsonaro, disse que Fernando Santa Cruz deveria “ter morrido bêbado em algum acidente de carnaval”. Estudantes em ato expulsaram Bolsonaro de lá, que teve que sair escoltado pela polícia.

terça-feira 30 de julho| Edição do dia

Bolsonaro, defensor de torturas e assassinatos da ditadura militar, insultou e mentiu recentemente sobre o assassinato do militante Fernando Santa Cruz ao querer atacar seu filho, Felipe Santa Cruz, presidente da OAB. Em 2011, até então deputado federal, Bolsonaro foi expulso por estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) após dizer que Fernando Santa Cruz “deve ter morrido bêbado em algum acidente de carnaval”, durante atividade na universidade, tendo que ir embora no camburão da PM.

Fernando Santa Cruz foi estudante de direito da UFF, trabalhava no Departamento de Águas e Energia Elétrica em São Paulo e era militante político. Em 1974 foi sequestrado, torturado e assassinado pelo DOI-CODI. Até hoje faz parte da extensa lista de sequestrados e desaparecidos pela Ditadura Militar. O DCE da UFF leva seu nome em sua memória.

Em relatório da Comissão Nacional da Verdade consta que Fernando estava sob custódia do Estado quando foi assassinado, e que, segundo a própria Aeronáutica, foi preso pelo Estado em 74. Além de ironizar e zombar do assassinato de Fernando Santa Cruz, mentir dizendo que ele foi assassinado por militantes de organização de esquerda, Bolsonaro disse hoje que toda a documentação da Comissão Nacional da Verdade é “balela”.

Não é de hoje que Bolsonaro mente e dá declarações defendendo torturas e assassinatos da ditadura, insultando a memória dos militantes mortos e de suas famílias. Até hoje assassinos e torturadores não foram responsabilizados e a impunidade segue, assegurada pela Lei da Anistia, símbolo da transição pactuada do regime militar para o nascente regime de 88. As inofensivas comissões da verdade, instaladas nos anos de governo do PT, em nada diminuíram a impunidade desses torturadores, permitindo que muitos morressem em paz sem nunca ter de acertar as contas com a justiça.

Em 2011 os estudantes da UFF deram um pequeno exemplo de como Bolsonaro e toda a sua corja devem ser tratados e que o movimento estudantil pode responder à altura.

É necessário e urgente a batalha pela abertura total dos documentos da Comissão da Verdade e a punição de todos os assassinos e torturadores.




Tópicos relacionados

Tortura na Ditadura Militar   /    Jair Bolsonaro   /    Ditadura militar   /    Movimento Estudantil   /    Juventude

Comentários

Comentar