Mundo Operário

ELEIÇÕES SINTUSP

Efetivos, terceirizados, precários. A Chapa 2 luta para aprofundar a história do SINTUSP pela unidade da nossa classe

A chapa 2 - Nossa Classe concorre às eleições para direção do sindicato da USP (SINTUSP) para retomar a unidade pela base contra Bolsonaro, os golpistas e os ataques. Por um sindicato combativo, democrático e unido à base da categoria e que trabalhe por unir toda nossa classe.

sexta-feira 25 de outubro| Edição do dia

O SINTUSP tem uma história de lutar pela unidade da classe trabalhadora. De lutar pela incorporação dos terceirizados à USP sem necessidade de concurso, há muitos anos batalhamos para que a CSP-Conlutas incorporasse em seu programa essa bandeira que já é a de nosso sindicato há vários anos. Nossa luta por essa unidade de efetivos e terceirizados levou a que sindicatos pelegos enviassem bate-paus a USP, e que a reitoria promovesse a perseguição política e a demissão de Brandão. Muitos membros da Chapa 2, junto a vários companheiros que não são de nossa chapa, foram parte de construir essa história. Queremos aprofundá-la, desenvolvê-la. Em um momento que aumenta a terceirização, a precarização, a luta pela unidade dos trabalhadores precisa ser ainda mais forte.

Os patrões, os governos, as reitorias trabalham a cada dia para dividir nossa classe e assim aumentar seus lucros. Dizem que os trabalhadores devem abrir mão de direitos para que existam empregos. Pura mentira, desde a reforma trabalhista de Temer não aumentam os empregos. Aumenta sim a exploração, a divisão de nossa classe. Bolsonaro quer aumentar ainda mais essa exploração.

Aqui dentro da USP é a mesma coisa, tentam nos dividir com a terceirização, relegando trabalhadores a situações humilhantes, retomando a odiosa herança escravista da burguesia brasileira, colocando muitos deles em salas insalubres, jornadas extenuantes e ainda impedindo direitos elementares como aos terceirizados do bandeijão que sequer podem comer a comida cozinham.

Na USP também usam estagiários em funções de funcionários, e assim colocam jovens vidas em risco, impõe um trabalho sem proteção, sem segurança, levando até mesmo a óbito como aconteceu com o estudante Filipe Leme. Graças a mobilização dos trabalhadores e da comunidade foi possível que as contratações do HU fossem de funcionários da USP, porém temporários, criando mais uma outra escada na divisão que a reitoria quer usar contra nós.

A essa situação se soma o imenso desemprego no país e que a cada dia mais e mais jovens não tem outra opção a se sustentar a não ser pedalar o dia todo, debaixo de sol ou chuva entregando comida em Rappi, iFood, etc.

Na UNICAMP, mesmo quando a reitoria aceita uma mobilização dos três setores e uma assembleia universitária para defender a universidade dos ataques de Bolsonaro, ela nega a palavra na assembleia aos terceirizados, promove a demissão política de um terceirizado que falou, e ainda ameaça o emprego de outros 330. Os terceirizados são os primeiros a pagar a conta da crise, e sem seu trabalho não há funcionamento da universidade. O que está acontecendo na UNICAMP é um alerta aos trabalhadores da USP, efetivos e terceirizados, do que a burocracia universitária quer fazer, mesmo quando junto à nós se enfrenta com os cortes de recursos do governo de extrema-direita.

A Chapa 2 propõe enfrentar essa situação de frente, desenvolvendo, aprofundando a história de luta de unidade da classe trabalhadora em nosso sindicato. Uma história que nós mesmos fomos parte em construir junto a outros companheiros

Precisamos de um sindicato que seja consequente na luta pela unidade das fileiras dos trabalhadores para conseguir lutar contra a divisão que a reitoria quer nos impor.

Isso começa pela clareza da situação política, ter clareza que o golpismo veio para aumentar a exploração da classe trabalhadora, aprofundando a imensa divisão que já ocorria nos anos do governo do PT, quando segundo o DIEESE os terceirizados já tinham aumentado de 4 para 13 milhões de pessoas, e tendo clareza também da atuação da maioria dos sindicatos e das centrais sindicais em garantir essa divisão, aceitando que existam trabalhadores de “primeira” e de “segunda”. Cada ataque a algum trabalhador, cedo ou tarde atinge o restante da classe.

Nossa chapa busca aprofundar essa compreensão, atuando pela unidade das fileiras da classe trabalhadora em cada local de trabalho. Buscamos erguer essa compreensão à prática cotidiana e a um programa político: direito a sindicalização dos terceirizados no SINTUSP, iguais direitos aos efetivos e incorporação sem concursos aos quadros da USP; transformação dos efetivos temporários do HU em permanentes; transformação de todas bolsa-trabalho em bolsa-estudo para que os jovens possam estudar e não sofrer a exploração aqui dentro da USP.

As pessoas que compõe a chapa 2 estiveram na linha de frente de cada mobilização de terceirizados na universidade, na DIMA, na União, Higilimp entre outras. Sempre batalhando para que sua luta fosse apoiada pelos trabalhadores efetivos e pelos estudantes. Com a crescente divisão de nossa classe, essa luta é ainda mais necessária. É ainda mais necessário desenvolver a história de combatividade e de enfrentamento ao trabalho precário e terceirizado que está na história de nosso sindicato.

- Para saber o conjunto das ideias defendidas pela Chapa 2, acesse: Chapa 2 Nossa Classe: Retomar a unidade pela base contra Bolsonaro, os golpistas e os ataques

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