RIO GRANDE DO SUL

Eduardo Leite quer mais ataques contra os servidores com novo plano de recuperação fiscal

O governo do Rio Grande do Sul, com Eduardo Leite (PSDB) à frente, apresentará à União nova proposta de plano de recuperação fiscal. A chave para o governo é atacar trabalhadoras e trabalhadores do serviço público.

segunda-feira 14 de janeiro| Edição do dia

As negociações do plano de recuperação fiscal do RS se arrastam desde 2017. Na época o governo golpista de Temer alegou que Sartori (MDB) não conseguiu provar que gastava 70% ou mais com pessoal e juros e amortização da dívida, um pré-requisito para aderir ao plano. Além disso, em novembro do ano passado o Ministério da Fazenda alegou também que a inclusão do Banrisul no plano de privatização também foi um fato que travou as negociações. Até o momento estão previstas privatizações da CEEE, Sulgás e CRM. Eduardo Leite também está encaminhando privatizações de rodovias.

O atual governo do RS vai propor mudanças no plano anterior, de modo a tentar viabilizar sua aprovação. Essas mudanças envolvem aprofundar os ataques que a proposta de Regime de Recuperação Fiscal de Temer já previa contra os servidores. Além do congelamento de salários enquanto estiver vigente o plano - entre três e seis anos. Além disso Leite pretende cortar benefícios conquistados por categorias do serviço público, que na prática podem implicar na redução dos rendimentos dos trabalhadores, que passaram toda a gestão de Sartori recebendo seus salários parcelados. Além disso também os planos de carreira devem ser modificados.

Leite quer propor o quanto antes o novo plano, que deve ser colocado em votação na Assembleia Legislativa em breve. As privatizações e os ataques aos servidores públicos são para que seja a classe trabalhadora e o povo a pagarem pela crise.

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