REFORMA DA PREVIDÊNCIA

EUA vibra o fim da sua aposentadoria: pela maior submissão e exploração de Wall Street

A revista estadunidense Forbes, horas antes da aprovação da reforma, celebrava e afirmava a alegria incontrolável do mercado, que vibra pelo aumento da exploração e submissão ao imperialismo.

sexta-feira 12 de julho| Edição do dia

No mesmo dia em que a reforma da previdência foi aprovada no Congresso, poucas horas antes a revista estadunidense Forbes, reconhecida entre o alto escalão da burguesia imperialista, publicou uma matéria chamada “For Wall Street, Brazil is back, baby!” aplaudindo o governo Bolsonaro e a cria de Wall Street: Paulo Guedes.

Superestimando os atos da direita em favor das reformas e do Congresso que ocorreram nos dias 26 e 30 de maio, infinitamente menores do que os atos contra os cortes da educação e contra a reforma da previdência nos dias 15 e 30 de maio, a revista coloca que a reforma coloca o Brasil como um importante ponto de “investimento” pós-reforma.

O capital financeiro imperialista mal pode controlar sua alegria de ver ser aprovada a reforma ensaiada por governos anteriores, que permitirão atacar brutalmente a classe trabalhadora, a juventude e o povo pobre, que pagarão por cada centavo da crise capitalista. Por um lado, os banqueiros vibram pois será desviado ainda mais recursos nacionais para o pagamento da ilegítima dívida pública, que rouba grande parte do orçamento anual e entrega de mãos beijadas à um grupo seleto de banqueiros. A dívida pública, que não se sabe a origem certa, mas estima-se que tenha se iniciado a partir da compra de enxovais da realeza que colonizava o país, é um dos mais importantes mecanismos de subordinação do Brasil ao capital financeiro imperialista, que negocia títulos e juros da dívida ao seu bel prazer, pressionando países da periferia capitalista à entregarem tudo em suas mãos. Estima-se que anualmente são entregues 1 trilhão de reais dos cofres públicos para os banqueiros donos da dívida pública, o que equivale ao orçamento de 200 Universidades de São Paulo.

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Privatista de marca maior e cobra criada da escola de Chicago, o coração do neoliberalismo, Paulo Guedes é o representante estadunidense que hoje comanda o ministério da Fazenda, e planeja junto à outros aliados do governo Bolsonaro, projetos privatistas e medidas neoliberais para atacar os brasileiros. Exaltado pela matéria da Forbes, que afirma aliviada sua chegada no Congresso, afirma que “agora o mercado respira aliviado sob seu comando”. Os projetos privatistas de Guedes, que avançam contra empresas e instituições públicas também querem garantir o pagamento dessa dívida: a constituição também impõe que, toda verba advinda de privatização, leilões e concessões seja utilizada ao pagamento da dívida pública. Assim, quando fala-se em déficit, na realidade, fala-se em falta de dinheiro para entregar nas mãos do capital financeiro, que agora vibra com a possibilidade de roubar ainda mais por via dessa dívida que nos escraviza, e explorar mais livremente os trabalhadores, com a reforma da previdência, associada à reforma trabalhista e à lei de terceirização irrestritas aprovadas pelo golpista Michel Temer.

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A matéria também retoma o escândalo da Vaza-Jato, que abalou o mercado pela alta possibilidade da saída de Lula da prisão, uma vez que ficou evidente o nível de manipulação do processo eleitoral, bem como o caráter político e imparcial da operação, que serviu para garantir que os ataques de interesse da burguesia e do capital financeiro fossem implementados ainda mais profundamente. Ainda assim, para a Forbes “Bolsonaro é um ponto brilhante, comparado à outros países emergentes”. Bolsonaro, que entrega a Amazônia à livre exploração, que se propõe a atacar o direito à saúde e à educação, bem como precarizar ainda mais as condições de trabalho, fazendo com que os brasileiros trabalhem até morrer, e assim, respondendo aos interesses dos capitalistas que veem no Brasil uma “terra de livre exploração”, é de fato um ponto luminoso para a ganância capitalista.

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Tamanha alegria do mercado financeiro com a aprovação da reforma expõe que, esta reforma e o conjunto de ataques que Bolsonaro avança para aplicar contra os trabalhadores e a juventude, muito longe de “combater privilégios” como ele constantemente defende, tem o objetivo de garantir o aumento da exploração dos trabalhadores abrindo as portas para aprofundar a espoliação estadunidense.

Alguém irá pagar pela crise capitalista que já dura mais de uma década, e Bolsonaro, capacho dos EUA, sinaliza que irá jogar esta conta para os trabalhadores e para a juventude. Mais do que nunca, nos está colocada a necessidade urgente colocar toda a força e disposição de luta da juventude e dos trabalhadores, que se mostrou durante o mês de maio, bem como é urgente a necessidade de que as burocracias sindicais e estudantis rompam com as negociatas com este governo e com a paralisia que enclausura tamanha força. Somente com esta força, movida por um plano de lutas e por um programa que possa de fato responder esta crise será possível enfrentar os ataques que estão dados e que a cada dia avançam por mais.

Texto integral: For Wall Street, Brazil Is Back, Baby!




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