Sociedade

#CAMPEONATO BRASILEIRO FEMININO

E que comece o jogo!

Começou o Campeonato Brasileiro Feminino, sem espaço na mídia burguesa, sob os olhares preconceituosos e machistas, mas com muita resistência e sede de bola.

Flávia Rios

Contagem/MG

quinta-feira 18 de fevereiro de 2016| Edição do dia

No dia 20 de Janeiro, teve início o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. O torneio que está na sua quarta edição, vem sendo disputado desde 2013. Diferente, em vários aspectos, do campeonato masculino, que é disputado por pontos corridos, o brasileiro feminino é disputado por fase, 1ª fase, 2ª fase, semifinal e final, que está prevista, segundo a CBF, para o dia 15 de Novembro.

Ao todo são 20 times, separados em 4 grupos com 5 equipes em cada.

Conta com equipes de diversos estados do país, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, além de equipes do Paraná, Maranhão, Amazonas, Pernambuco, Piauí, Ceará e Bahia.

Fora dos olhos da grande mídia burguesa, que tem no futebol masculino o seu centro midiático e os grandes negócios, o futebol feminino segue precarizado e invisibilizado pela mídia, pelos empresários, pela CBF, que não investem quase nada no futebol feminino, e no caso da CBF e seus dirigentes, estão envolvidos em diversos escândalos de corrupção.

Enquanto o futebol masculino garante para seus jogadores profissionais salários exorbitantes, as mulheres atletas enfrentam uma dura realidade em clubes com problemas financeiros ou que simplesmente não querem investir nas equipes femininas por falta de retorno financeiro.

Por trás de toda essa invisibilidade que tem o futebol feminino, tem uma cultura machista e opressora que as grandes emissoras e os meios de comunicação da burguesia fazem questão de incentivar.

Além de toda a precariedade imposta ao futebol feminino, não podemos deixar de pensar na luta que essas mulheres travaram para chegar aos clube. O preconceito em relação ao futebol feminino começa com o primeiro interesse da menina pelo futebol, e depois, quando a menina joga bem, o comparativo é que ela "joga como um homem".

Sempre que falamos de futebol feminino vem aquela velha pressão de comparar com o futebol masculino, até quando se fala de ritmo de jogo, mas na verdade, o futebol feminino tem um ritmo de jogo próprio, completamente diferente e que deve ser apreciado como é jogado, com o espírito libertador, coletivo, de entrega e apaixonante como qualquer outro esporte, como o vôlei, o basquete, o handebol, etc.

Com isso, não é necessário tomar o futebol masculino como um padrão ideal a ser alcançado.

E será ainda mais apaixonante quando os interesses financeiros não mais interferirem no show que é o esporte, para que todos os esportes masculinos e femininos existam para contemplação de todos e todas.

Jogue como uma garota!

Conheça aqui os times e o resumos das rodadas.




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