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VACINAÇÃO CORONAVAC

"Dória e todos os golpistas também são responsáveis pelas 200 mil mortes" diz Letícia Parks

quinta-feira 7 de janeiro| Edição do dia

[Foto: Sergio Andrade]

O Brasil chegou hoje a triste marca de 200 mil mortes por conta da Covid-19, com hospitais novamente lotados e o aumento dos casos são os trabalhadores e o povo pobre, muitos que nunca tiveram direito a quarentena os que vem sofrendo as consequências da doença. O Esquerda Diário conversou com Letícia Parks que declarou:

"Em primeiro lugar quero me solidarizar com a dor das milhares de famílias que perderam seus entes queridos pela covid. Ninguém tem dúvidas de que o negacionismo de Bolsonaro e a política levada adiante pelo seu governo é responsável por cada uma dessas mortes. Mas precisamos ter claro que Dória e todos os golpistas também são responsáveis pelas 200 mil vidas perdidas. As disputas entre ambos, seja em relação a quarentena no início da pandemia, ou agora diante do anúncio da vacina, têm em comum a defesa de um projeto capitalista e de todos os ataques do regime do golpe. O anúncio de que podemos finalmente produzir a vacina trouxe esperança para milhares de brasileiros, no entanto, não significa automaticamente que o problema da pandemia vai se resolver em breve. Afinal suas consequências são potencializadas pela irracionalidade dos capitalistas que priorizam o lucro acima da vida em todos os casos, seja na sua versão negacionista com Bolsonaro, seja na sua versão demagógica como Dória, o que ambos desejam é se alçar do ponto de vista burguês como uma alternativa para 2022.

E complementou declarando que:

"A pandemia e as consequências da crise capitalista, como o desemprego e a precarização do trabalho, somado à inflação dos produtos de cesta básica, empurraram todas as brasileiras e brasileiros à uma situação de miséria sem igual. Por isso, nossa luta para derrotar o bolsonarismo não passa por apostar todas as fichas para votar em um candidato golpista contra o candidato bolsonarista na disputa parlamentar. Ela passa centralmente por fortalecer nossa organização desde a base, por colocar a atuação no parlamento a serviço de fortalecer a construção de um polo da esquerda, de forma independente desses dois bandos que nunca se preocuparam com a vida dos trabalhadores, exigindo que nossos sindicatos rompam com sua paralisia e organizem de fato um plano de lutas para que possamos impor um plano de vacinação controlado pelos trabalhadores da saúde em aliança com pesquisadores e a população, e medidas que de fato possam combater as consequências da crise, barrando os ataques da extrema direita e combatendo o regime político do golpe."




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